Weverton valoriza concorrência sadia na Seleção: “Todos querem jogar”
Ao elogiar o clima da preparação para a Copa, o arqueiro deixou a decisão sobre a titularidade nas mãos do técnico Ancelotti

Convocado pelo técnico Carlo Ancelotti para integrar o elenco da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o goleiro Weverton tratou com naturalidade a disputa pela vaga de titular no gol do Brasil.
Durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (28), na Granja Comary, o arqueiro valorizou a competitividade sadia entre os atletas da posição e garantiu que todo o grupo está preparado para os amistosos preparatórios contra Panamá e Egito.
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“Acho que todos os que estão aqui são jogadores que têm totais condições de jogar e vieram aqui para isso: para jogar, para ajudar, para competir. Essa escolha sempre cabe ao professor e, quem ele escolher, com certeza é quem ele entende ser o melhor para a Seleção no momento. O Alisson quer jogar, o Ederson quer jogar, eu quero jogar, e isso é bom. Isso traz uma competitividade muito grande para a Seleção Brasileira. Mas acho que essa é uma escolha pessoal dele. Todos estão prontos, aptos e 100% para jogar” ,iniciou Weverton.
Apesar da forte concorrência pelos três postes, o jogador fez questão de ressaltar que o clima nos bastidores é de união e suporte mútuo entre os convocados.

“Quem for escolhido vai fazer o seu melhor, e quem não for, no momento, também vai continuar trabalhando e apoiar quem estiver dentro de campo. Porque somos uma só Seleção, todo mundo vai ganhar. A gente vai fazer sempre o que for preciso para dar o melhor e trazer essa competitividade no dia a dia para quem for escolhido para jogar, sabendo que o nosso goleiro vai representar todo o país”, completou.
A equipe brasileira entra em campo neste domingo, no Maracanã, para enfrentar o Panamá. Na sequência, a delegação viaja rumo aos Estados Unidos, onde mede forças com o Egito no dia 6 de junho, marcando o último teste antes da estreia no torneio mundial.
A oportunidade de Weverton assumir a meta titular ganha força diante do atual período de desconfiança por parte dos torcedores em relação aos goleiros da Seleção. O atleta admitiu a existência da pressão externa, mas ponderou que o cenário reflete a dinâmica contemporânea do esporte, impulsionada pelo impacto das plataformas digitais.
“É muito normal. Hoje, nós estamos vivendo diante de uma nova realidade, principalmente em relação a redes sociais. A gente tem que se adaptar a ela. A gente tem que ter a nossa mente saudável e entender e saber julgar a nossa performance com tranquilidade. Eu encaro, encarei, de forma natural… A Seleção sempre teve grandes goleiros que ajudaram muito em conquista de Copa, então, é normal a cobrança. Mas não tenho dúvida de quem foi escolhido para estar aqui hoje vai ajudar”, avaliou.
Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.



