Luxemburgo dá dicas a Ancelotti e pede Neymar na Seleção após derrota para França
Treinador e comentarista usou as redes sociais para comentar o resultado recente do Brasil nos Estados Unidos

Vanderlei Luxemburgo decidiu dar algumas dicas a Carlo Ancelotti após a derrota da Seleção Brasileira para a França. Por meio do Instagram, o treinador e comentarista sugeriu mudanças no sistema defensivo do Brasil e pediu pela convocação de Neymar. Além disso, ainda indicou como utilizar o camisa 10 do Santos no esquema do italiano.
Luxemburgo iniciou a análise cobrando mudanças na lateral direita da Amarelinha. Na avaliação dele, o modelo adotado por Ancelotti exige um defensor mais consistente. Por isso, apontou Danilo, do Flamengo, como uma possível solução.
“A linha de quatro nossa de zagueiros laterais não são ofensivos nem defensivos, né? Então, eu optaria por um lateral mais consistente. O zagueiro/lateral Danilo, que é um cara que pega bem na bola, tem experiência. Na esquerda, o Alex Sandro que fica mais fixo”, disse.
Além disso, Luxa afirmou que o treinador italiano precisa compactar melhor o meio-campo.
“Precisa de consolidar um pouquinho mais o meio-campo, o Casemiro não é mais aquele jogador com aquela dinâmica, mas é um jogador importante”, destaca.
Pedido por Neymar
Para Luxemburgo, porém, a principal solução para a Seleção passa pela convocação de Neymar. O técnico entende que o melhor esquema é com o astro do Santos atuando mais avançado, ao lado de Estêvão e Vini Jr.
“O Ancelotti está optando por duas linhas de quatro. Ali vai ser o Estêvão, o Raphinha, o Vini Júnior. E aí tem os dois atacantes. Acho que é inteligente. Manter essas duas linhas de quatro. Ai dá para você liberar os quatro atacantes, tendo solidez atrás”, disse.
Na visão do treinador, Neymar deve atuar como referência ofensiva.
“E colocar o Neymar como atacante, não o Rafinha, como jogou. O Neymar como atacante, a bola chegando ali na condição que ele tem de finalização e a qualidade dele. Cara, é ali que ele vai ter a genialidade. Esquece isso dele tem que vir atrás agora pegar a bola. Ele tem que ser aquele atacante definidor. E a bola chegando ali, os caras não vão em cima dele. É como joga o Mbappé na seleção da França. A bola chega nele e aí ele vai pegar a bola ali para fazer o gol”, analisou.
Luxemburgo ainda ressaltou que o poder de decisão de Neymar pode ser o diferencial do Brasil. Como exemplo, citou uma chance desperdiçada por Raphinha no primeiro tempo.
“Se o Neymar pega aquela bola que o Raphinha teve, ele decide. É gênio, deixa ele próximo da área”, afirmou.
Por fim, o treinador fez uma crítica leve ao desempenho de Ancelotti à frente da Seleção, ao comparar o aproveitamento com o de técnicos anteriores, mas demonstrou confiança no trabalho.
“Só uma pancadinha de leve: se fosse um treinador brasileiro, já estaria sendo muito criticado, porque o aproveitamento dele é inferior ao do Dorival Júnior e do Diniz. Mas não tem que dar porrada nem fazer pressão. Tem que acreditar que ele vai montar um grande time e que podemos chegar à final da Copa do Mundo, com chances de título”, concluiu.
Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.



