Gérson 'Canhotinha' aponta fragilidades em esquema de Ancelotti na Seleção
Campeão da Copa do Mundo de 1970 avaliou que montagem da equipe contra a França não funcionou bem

Gérson “Canhotinha”, campeão da Copa do Mundo de 1970, apontou fragilidades no esquema montado por Carlo Ancelotti para o duelo entre Seleção Brasileira e França nessa quinta-feira (26). Os Bleus venceram amistoso disputado nos Estados Unidos por 2 a 1.
Para o comentarista, o Brasil jogou bem apenas por 20 minutos na etapa complementar. Gérson apontou que a equipe tem que focar no jogo pelos flancos do campo como forma de potencializar os atletas.
"A Seleção Brasileira jogou bem 20 minutos do segundo tempo. Depois da entrada do Luiz Henrique, no intervalo, no lugar do Raphinha, que não jogou absolutamente nada. A entrada do Sara, aos 39 minutos do segundo tempo, no lugar do Casemiro. E o Danilo, aos 27 (do segundo tempo), no lugar do Andrey Santos. O time foi melhor, mais toques... Agora, por que não insistir nisso?”, indagou.
“Jogou os dez primeiros minutos do segundo tempo, doze minutos... Luiz Henrique estava arrebentando, com uma correria daquele lado direito para fechar. Depois que eles perceberam isso, viraram o jogo para o outro lado, para o Vini. O Vini jogou dez minutos, doze minutos do segundo tempo, mais do que jogou todo o primeiro tempo. Por que não insistir? Não adianta, tem que insistir pelas laterais”, continuou o ex-jogador.
Sugeriu mudanças
Adiante, o campeão mundial pela Seleção criticou a falta de jogadores no meio-campo contra a França e sugeriu mudanças na formatação da equipe para os próximos jogos.
“E outra coisa: movimentação desses jogadores de frente. Não adianta colocar 15 jogadores na frente, da melhor qualidade, se não tem meio-campo para acionar esses caras, se não tem lançamento, se não tem tabela, se não tem chute de fora da área. Não adianta”, criticou Gérson.
“Então, não adianta fazer quatro (zagueiros), dois, Casemiro e Andrey Santos, e quatro na frente, 4-2-4. Não adianta. Essa bola não chega. Então, tem que fazer o seguinte: quatro (zagueiros), temos dois aí na frente, temos quatro lá na frente... Desses quatro aqui (defensores), dois são laterais. Os dois avançam”, acrescentou.
“Então, vão ficar dois jogadores aqui (na defesa), os dois laterais vão avançar para apoiar essa galera do meio de campo, para o meio-campo jogar. Jogar pelas laterais e mais os quatro da frente”, sugeriu o comentarista.
Esquema que só funciona no papel?
Por fim, o Canhotinha afirmou que o esquema com quatro atacantes adotado por Ancelotti “cabe bem no papel”, mas em campo, não tem o mesmo efeito.
“Esse é o grande problema: esses quatro da frente, no papel, cabem bem, mas lá nas quatro linhas não estão cabendo. Não está arrumado, está desarrumado. Porque falta o toque, falta a chegada, falta a pressão na saída de bola”, encerrou.
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.



