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Diniz entende euforia por seu início na Seleção, mas pede cautela contra o Peru

Treinador diz que time jogar bem anima torcida, mas que é preciso encarar a realidade de que Brasil terá jogos difíceis

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Fernando Diniz em entrevista coletiva em Lima, no Peru, antes de jogo pelas Eliminatórias
Fernando Diniz em entrevista coletiva em Lima, no Peru, antes de jogo pelas Eliminatórias • Vitor Silva/CBF

Fernando Diniz não está alheio à euforia que tomou conta de torcedores e, por que não, de parte da mídia depois da boa atuação da Seleção Brasileira contra a Bolívia, nos 5 a 1 aplicados na estreia das Eliminatórias, em Belém, na semana passada.

A expectativa para que o Brasil aplique o tal "futebol-arte" é enorme, mas o treinador pede calma. Nesta terça-feira (12), às 23h (de Brasília), o rival será o Peru, em Lima, pela segunda rodada.

"A euforia é normal do torcedor, não dá para esconder que jogamos bem contra a Bolívia. Mas temos que ter os pés no chão, tem que saber encarar a realidade, serão jogos difíceis. O Brasil tem enfrentado um forte Peru, com encontro em final de Copa América. É um jogo para ter todo o cuidado e entregar o melhor", disse Fernando Diniz

Mais uma vez Diniz afirmou que pegou um trabalho bem estruturado por Tite, apesar do estilo de jogo proposto pelos treinadores ser diferente. O novo comandante também gosta de ressaltar que o ambiente fora de campo, entre os atletas, é muito bom, e também credita isso a seu antecessor.

"Colocamos algumas coisas já, ideias, pôde ser visto isso contra a Bolívia. Mas o fato de os jogadores se darem bem, se conhecerem, ajuda muito", afirmou Diniz.

Apesar de reconhecido como um técnico que gosta de times ofensivos, que mantenham a posse de bola e pressionem o tempo todo, mesmo com boa vantagem no placar, Diniz afirmou que trabalhou a parte defensiva nesses primeiros treinamentos com o elenco da Seleção.

"Embora não pareça para o público, gosto de montar de trás para frente também. Gosto de time que se protege bem, e você vê que contra a Bolívia criamos muito e não demos chances a eles. Tenho essa preocupação defensiva, apesar de gostar de um time que jogue para frente. E quando você está com a bola, a chance de levar o gol diminui bastante", disse o treinador.

Ele confirmou que vai repetir o time da estreia para enfrentar o Peru com Ederson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Renan Lodi; Casemiro e Bruno Guimarães; Raphinha, Neymar, Richarlison e Rodrygo.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.