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Diniz diz que deu liberdade para Neymar se divertir pela Seleção

Atacante fez dois gols na vitória de 5 a 1 sobre a Bolívia, nesta sexta-feira (8), no primeiro jogo pelas Eliminatórias

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Diniz e Neymar durante o jogo contra a Bolívia, em Belém, pelas Eliminatórias
Diniz e Neymar durante o jogo contra a Bolívia, em Belém, pelas Eliminatórias • Vitor Silva/CBF

Neymar caiu pela direita, apareceu no meio da área e voltando para o meio de campo para carregar a bola ao ataque. Resumindo, o camisa 10 teve liberdade para atuar na vitória da Seleção Brasileira sobre a Bolívia, 5 a 1, na noite desta sexta-feira (8) no Mangueirão, em Belém. Foi a primeira rodada das Eliminatórias.

"Algumas pessoas se perguntaram o que o Neymar veio fazer [na Seleção], e taí. Ele veio se divertir, ele precisa ter esse espírito. Veio fazer gol, veio bater recorde [passou Pelé como maior artilheiro da Seleção, na contagem da Fifa]. Ele é um ídolo muito gigante, pela reação do público vocês percebem isso. Ele não fez nada para ter essa adoração, ele desperta isso", disse Diniz.

Ovacionado pelos torcedores de Belém desde que desembarcou no Pará, na segunda-feira (4), Neymar se tornou o maior artilheiro da Seleção, deixando Pelé para trás. Eles estavam empatados com 77 gols, segundo os números oficiais da Fifa, e agora Neymar tem 79.

O camisa 10 teve a primeira chance de marcar, antes ainda de Rodrygo abrir o placar, mas perdeu o pênalti. Considerado um dos melhores batedores da atualidade, o camisa 10 fez todo o ritual tradicional para a cobrança, deu a corridinha que todos conhecem, mas como o goleiro Viscarra não tentou adivinhar o canto, Neymar bateu fraquinho, facilitando a defesa.

Mas no segundo tempo o primeiro gol saiu, após jogada de Rodrygo. Neymar comemorou saltando e dando socos no ar, como Pelé. O jogador foi até o banco e também recebeu um longo abraço de Fernando Diniz. O segundo saiu já nos acréscimos, e teve até careta na comemoração, e teve a contribuição de Viscarra.

Diniz ressaltou que apesar de Neymar ainda ser fundamental para a equipe, a fase de "Neymardependência", quando a atuação da Seleção dependia do camisa 10 estar inspirado, acabou.

"Temos uma geração talentosa, muitos jogadores diferenciados. Então você não vai ter dependência de um ou de outro, quanto mais gente brilhar, melhor", disse o treinador.

Neymar foi homenageado pela CBF após a partida com uma placa e um camisa da Seleção, com o número 79, pela marca de gols, apesar de a confederação brasileira contar 95 gols para Pelé. A Fifa tem um número menor porque não soma os marcados pelo Rei em jogos do Brasil contra clubes ou combinados regionais, apenas contra outras seleções nacionais.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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