A eliminação do Brasil para a Croácia nos pênaltis, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, foi traumática para muitos brasileiros, sobretudo pelos contornos tensos inerentes às penalidades.
Entre cobranças desperdiçadas durante o tempo normal e erros em disputas decisivas, a história do Brasil nos Mundiais também é marcada por momentos de tensão na marca da cal.
Alguns deles entraram para o imaginário coletivo; outros, nem tanto, mas todos ajudam a contar a trajetória da Seleção no torneio.
A seguir, a
Pênaltis desperdiçados pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo
Copa do Mundo de 1934
O primeiro pênalti perdido pelo Brasil em Copas aconteceu cedo na história do torneio, na segunda edição.
Aos 25 minutos do segundo tempo, o atacante Waldemar de Brito teve sua cobrança defendida pelo goleiro Ricardo Zamora.
A Espanha venceu por 3 a 1, e o Brasil foi eliminado.
Copa do Mundo de 1938
Na disputa pelo terceiro lugar, diante da Suécia, o Brasil já vencia por 2 a 0 quando o atacante Patesko cobrou um pênalti para fora.
Mesmo com o erro, a Seleção venceu por 4 a 2 e garantiu o terceiro lugar do Mundial.
Copa do Mundo de 1986
Quase 50 anos depois, ocorreu o que talvez tenha sido o pênalti perdido mais emblemático da história brasileira em Copas.Contra a França, o meia Zico, que voltava de grave lesão, teve a chance de colocar o Brasil à frente no placar aos 28 minutos do segundo tempo, mas parou no goleiro Joël Bats.
A partida foi para a prorrogação, terminou empatada e acabou decidida nos pênaltis. O Brasil foi eliminado após erros de Sócrates (meia) e Júlio César (zagueiro). Zico, que errou no tempo normal, converteu a penalidade que lhe coube nas alternadas.
Zico pela Seleção Brasileira
Copa do Mundo de 1994
Na final contra a Itália, o zagueiro Márcio Santos teve sua cobrança defendida por Gianluca Pagliuca.
Apesar do erro, o Brasil venceu a disputa por 3 a 2 e conquistou o tetracampeonato, nos Estados Unidos.
Copa do Mundo de 2014
Nas oitavas de final, contra o Chile, o Brasil avançou, mas com sofrimento.
Na disputa de pênaltis, o meia Willian chutou para fora e o atacante Hulk parou no goleiro Claudio Bravo. Mesmo assim, a Seleção venceu por 3 a 2.
Copa do Mundo de 2022
Contra a Croácia, nas quartas de final, o drama voltou. O meia-atacante Rodrygo teve a cobrança defendida por Dominik Livaković.
Após os acertos do volante Casemiro e do atacante Pedro, o zagueiro Marquinhos acertou a trave direita.
A Croácia venceu a disputa e eliminou o Brasil pela primeira vez.
Neymar lamenta a eliminação da Seleção Brasileira para a Croácia na Copa do Mundo
Pênaltis desperdiçados contra o Brasil em Copas do Mundo
Copa do Mundo de 1930
Na estreia brasileira em Mundiais, o goleiro Velloso defendeu um pênalti cobrado pelo meio-campista Sáenz, da Bolívia, quando o jogo ainda estava 0 a 0. O Brasil venceu por 4 a 0.
Copa do Mundo de 1986
Na disputa de pênaltis contra a França, o meia Michel Platini isolou a cobrança. Mesmo assim, a França venceu a disputa por 4 a 3 e eliminou o Brasil.
Copa do Mundo de 1994
Na final contra a Itália, o zagueiro Franco Baresi e o meia Roberto Baggio chutaram para fora, enquanto o atacante Daniele Massaro parou em Taffarel.
Resultado: 3 a 2 para o Brasil e o tetra garantido.
Roberto Baggio perde pênalti na final da Copa do Mundo de 1994 entre Brasil e Itália
Copa do Mundo de 1998
Na semifinal contra a Holanda, todos os cobradores brasileiros converteram. Do lado holandês, o volante Phillip Cocu e o meia Ronald de Boer tiveram as cobranças defendidas por Taffarel.
O Brasil avançou à final.
Taffarel defendeu dois pênaltis na semifinal da Copa do Mundo de 1998, contra a Holanda
Copa do Mundo de 2014
Contra o Chile, nas oitavas de final, os chilenos desperdiçaram três cobranças: os atacantes Mauricio Pinilla e Alexis Sánchez pararam em Júlio César, enquanto o zagueiro Gonzalo Jara acertou a trave.
Pênaltis e Copas: drama constante na história brasileira
Ao longo das Copas do Mundo, o Brasil viveu vitórias históricas e eliminações dolorosas na marca da cal.
Se em 1994 os pênaltis coroaram o tetra e em 1998 levaram o Brasil à final da Copa, em 1986 e 2022 eles selaram despedidas amargas.