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Novo diretor da CBF, Rodrigo Caetano deve reformular base e definir saída de Ramon

Ex-lateral Branco, que comanda o departamento, também deve deixar o cargo; Ednaldo Rodrigues avalia diretor do Palmeiras para a função, mas negociação é difícil

Não foi só a perda da vaga da Seleção Brasileira Sub-23 masculina para os Jogos Olímpicos de Paris-2024 que vai fazer com que a CBF reformule o seu departamento de base. O mau futebol apresentado na Venezuela, aliado às eliminações precoces nos Mundiais Sub-20 e Sub-17 em 2023, fizeram o presidente da confederação brasileira, Ednaldo Rodrigues, decidir por mudanças.

E quem vai operar tudo isso é o novo diretor de Seleções da CBF, Rodrigo Caetano. Eles deixará oficialmente o Atlético nos próximos dias, para se fixar no Rio e no novo cargo. Como a Seleção principal, de certa maneira, já tem ajustes definidos, com a chegada de Dorival Júnior e a contratação do ex-zagueiro Juan como coordenador, a primeira tarefa de Caetano será de fato arrumar a base.

Para isso é quase certo que Branco, diretor do setor, e Ramon Menezes, que foi técnico das Seleções Sub-20 e Sub-23, além de ser interino da principal, devem deixar a confederação. Essa é uma decisão de Ednaldo, que será operada por Rodrigo Caetano, que a partir daí terá liberdade para encontrar profissionais para cada função.

O preferido

Um nome já levado a Ednaldo para chefiar toda a base da CBF foi o de João Paulo Sampaio, que desde 2015 coordena este departamento no Palmeiras. Antes de ir para São Paulo, Sampaio trabalhou por 23 anos no Vitória, clube da Bahia, estado de Ednaldo Rodrigues e do qual foi presidente da Federação Bahiana por 18 anos.

Curiosamente, o Palmeiras contatou ele após a saída de Erasmo Damiani, no fim de 2014, para chefiar a base da CBF. O sucesso da base alviverde é colocada na conta de Sampaio e seu modelo de gestão e prospecção de jovens talentos. E por isso mesmo não é fácil tirá-lo de lá.

O Corinthians recentemente tentou levá-lo não para comandar a base, mas para ser o chefe do departamento profissional de futebol. E ele não aceitou. Na CBF, o diretor escolhido para o setor terá que nomear os técnicos dos times, mas não só isso: a CBF quer uma prospecção melhor de talentos fora do ‘eixo’ Sul-Sudeste.

Há avaliação de que talentos que atuam em equipes do Nordeste, Centro-Oeste do Norte são negligenciados. Muitos saem da região direto para times estrangeiros e só aí passam a ser monitorados, e a depender do país para os quais foram negociados. A ideia é ter uma rede de prospecção por todo o Brasil, para que talentos possam desde cedo viver o “clima” de Seleção Brasileira, antes de ir jogar no exterior.

No domingo (11), o Brasil perdeu por 1 a 0 para a Argentina, na última rodada do Torneio Pré-Olímpico, e ficou fora da Olimpíada de Paris, que será entre julho e agosto de 2024.

Após dois ouros seguidos, no Rio-2016 e em Toquio-2020 (2021), será a primeira vez do futebol masculino fora dos Jogos desde Atenas-2004.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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