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Zubeldía justifica substituição polêmica no empate do São Paulo com o Alianza

Melhor jogador do Tricolor na partida válida pela Libertadores, o atacante Ferreirinha foi substituído no segundo tempo

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Zubeldía tirou Ferreirinha, que fez dois gols, no duelo com o Alianza Lima

O técnico Luis Zubeldía explicou os motivos da substituição do atacante Ferreirinha no segundo tempo do empate do São Paulo com o Alianza Lima-PER, nesta quinta-feira (10), no Morumbis. A principal justificativa foi o aspecto físico.

O Tricolor vencia o duelo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores por 2 a 0, com dois de Ferreirinha no primeiro tempo. Pouco tempo após a saída dele, o time peruano diminuiu e ainda conseguiu o empate. Zubeldía, porém, discorda que a equipe brasileira deixou de vencer em razão da saída do atacante.

"Ferreira já sofreu lesão e não posso me dar ao luxo de perder ele. Já temos quatro jogadores fora, não posso perder outro. Não foi a mudança que custou o resultado, foram os 15 minutos ruins. A minha decisão não foi boa, mas não por tirar ele. Poderia ter buscado outra opção, pode ser”, analisou.

Zubeldía reiterou que na Copa Libertadores não há jogo ganho e reforçou a preocupação com o físico dos jogadores do São Paulo, que tem quatro desfalques atualmente (Pablo Maia, Luiz Gustavo, Oscar e Lucas).

"Como ia pensar isso? (jogo ganho). Na libertadores é impossível. O Ferreira, se deixo mais tempo, poderia lesionar. Não é uma novidade. Está cansado, cada vez que é exigido mais tempo que o normal, sofrer lesões que os tiram 30 dias. Lucas, Oscar, os volantes… todos estão lesionados. Temos poucos extremos. Tivemos nossa chance para liquidar a partida, Libertadores é isso, 10 ou 15 minutos você perde o jogo. Fizemos um bom jogo, mas foram 15 minutos ruins. A Libertadores te custa", seguiu.

O treinador insistiu nas explicações sobre a saída de Ferreirinha.

“A responsabilidade é minha. Eu que executo as mudanças, quem entra e sai. Deixar o Ferreirinha era um risco. Quem entra é responsabilidade minha, por isso o responsável fui eu. O Ferreirinha tinha que sair. Não é pelo Ferreirinha. Agora eu tenho que ver quem pode jogar quando ele sair. Não tenho um extremos para jogar ali, foi por exclusão. Hoje, sem Lucas, não tenho muitas opções”, acrescentou.

Zubeldía também afirmou que o São Paulo caiu de rendimento porque não suportou o duelo fisicamente. Ainda assim, criou oportunidades para vencer o Alianza Lima na reta final, como a finalização na trave feita pelo centroavante Calleri.

“Não pudemos suportar o timo do segundo tempo, os jogadores foram cansando. Foi um jogo vertical no primeiro tempo. Fomos bem até os 15 minutos do segundo tempo também, não tanto quanto no primeiro, claro. No final também. Para fazer um segundo tempo igual, tínhamos que ter as mesmas características em campo. Poderíamos ter feito um gol a mais, tivemos muitas situações, mas não aconteceu”, concluiu.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

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