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O ex-mandatário anunciou a renúncia oficial na tarde da última quarta-feira (21), antes da derrota do time para a Portuguesa, no Morumbis.
Logo depois, dois diretores entraram em acordo para deixar suas respectivas funções. Antônio Donizete Gonçalves, popularmente conhecido como Dedé, deixou cargo de Diretor do Departamento Social. Ele era um dos principais aliados de Julio Casares e Mara Casares — envolvida na investigação dos camarotes do Morumbis que já se afastou.
Além disso, um dos “homens fortes” do futebol e do clube deixará o São Paulo. Marcio Carlomagno, alçado a superintendente geral e praticamente um CEO do Tricolor, tem a saída prevista para fevereiro, em comum acordo.
As saídas acontecem após Harry Massis Júnior assumir a presidência do São Paulo. O empresário de 80 anos era vice de Casares e ficará como presidente pelo menos até o final deste ano, quando acontecerão novas eleições.
Harry Massis Júnior no CT da Barra Funda na véspera de Corinthians x São Paulo, pelo Paulistão 2026
Nos primeiros dias, Massis se reuniu com jogadores, comissão técnica e Federação Paulista de Futebol (FPF). Após se inteirar da situação geral do Tricolor, pois não era incluído por Casares no cotidiano, a promessa era de movimentações na gestão.
O presidente tem sido presença frequente no dia a dia e esteve nos vestiários com os jogadores em partidas recentes.
Rui Costa, executivo de futebol; Muricy Ramalho, coordenador de futebol; e Eduardo Toni, diretor de marketing, permanecem nos respectivos cargos até agora.
Com a renúncia de Julio Casares, não será necessária a convocação da Assembleia Geral dos Sócios para chancelar o impeachment, que ainda precisava passar pela aprovação dos associados depois de ser aprovado no Conselho Deliberativo. Com a decisão, o ex-presidente evitou perder os direitos políticos.