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São Paulo não vê irresponsabilidade financeira na contratação de Oscar

Clube definiu estratégia para ter o reforço sem ultrapassar os limites de investimentos impostos pelo FIDC

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Julio Casares e Oscar juntos em foto publicada pelo presidente do São Paulo • Reprodução/Instagram Julio Casares

A diretoria do São Paulo se mantém tranquila em relação ao equilíbrio entre a contratação de um reforço de peso, como Oscar, e a manutenção da responsabilidade financeira.

O clube não avalia que foi irresponsável por acertar a chegada do meia e montou uma estratégia para a contratação estar adequada às políticas impostas pelo Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios São Paulo Futebol Clube (FIDC), que determina uma limitação nos investimentos no futebol, a fim de controlar dívidas.

A estratégia passa, inicialmente, pela participação da Superbet, patrocinadora máster do clube. A empresa será parceira no pagamento do salário de Oscar, e o clube terá que arcar com pouco menos da metade dos vencimentos (cerca de R$ 960 mil por mês).

Além disso, o Tricolor decidiu "trocar" quantidade por qualidade. A direção tem diversas negociações em andamento pela saída de jogadores e, com isso, viu margem para a chegada de um reforço mais caro.

A intenção do São Paulo é reduzir a folha salarial e, ao mesmo tempo, encaixar jogadores como Oscar no elenco.

Rodrigo Nestor e Michel Araújo têm negociações encaminhadas com o Bahia, Wellington Rato deve jogar ser vendido ao Vitória e Galoppo desperta interesse de Santos e Boca Juniors-ARG.

Além das saídas em questão, outros atletas do atual elenco ainda podem deixar o clube caso recebam propostas. O Tricolor não vê os jogadores como inegociáveis, a depender do tamanho da oferta dos interessados.

Entenda a reestruturação financeira do São Paulo

O clube tem travas no orçamento para investimentos no futebol, implementadas através de normas colocadas na criação do FIDC. A intenção é reduzir as dívidas, avaliadas em mais de R$ 800 milhões.

A proposta prevê um “teto de gastos” de até R$ 350 milhões por temporada. Porém, o valor disponibilizado para investimentos no futebol será o menor entre 50% da receita bruta anual e a cifra em questão.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

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