Itatiaia

São Paulo envia à Fifa proposta de punições para casos de racismo

Tricolor também encaminhou documento para a Conmebol e quer medidas eficazes

Por
São Paulo aprofunda campanha "Racismo = menos 3 pontos" neste Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial • Reprodução

O São Paulo enviou à Fifa e Conmebol um documento com algumas propostas de punições para casos de discriminação racial no futebol.

São seis sugestões do Tricolor: perda de pontos, sanções financeiras efetivas, eliminação da competição em caso de reincidência, responsabilização dos árbitros, registro de infratores e transparência nas punições.

As sanções determinadas pela Conmebol ao Cerro foram portões fechados em partidas pela competição continental das categorias de base e multa de 50 mil dólares (R$ 285,7 mil). O Palmeiras protestou contra as punições, que foram consideradas "brandas" e "ridículas".

Após o caso, Alejandro Dominguez, presidente da entidade sul-americana, fez discurso contra o racismo durante evento do sorteio dos grupos da Copa Libertadores 2025. Na sequência, em entrevista, o mandatário afirmou que o torneio sem clubes brasileiros seria como "Tarzan sem Chita". Chita, personagem citada por Dominguez, é um chimpanzé dos filmes de Tarzan.

Saiba as propostas do São Paulo em detalhes

  1. Perda de pontos: Clubes cujos representantes, torcedores ou membros da comissão técnica cometerem atos de racismo devem perder no mínimo três pontos no campeonato em disputa, reduzindo-se para um ponto apenas se houver identificação e punição criminal dos responsáveis. Racismo não pode ser tratado como infração administrativa, mas como um crime.
  2. Sanções financeiras efetivas: O valor mínimo da multa para atos de discriminação racial deve ser de 500 mil dólares, reduzindo-se para 100 mil dólares apenas se houver identificação e punição criminal dos responsáveis.
  3. Em casos de reincidência: Clubes reincidentes devem ser eliminados das competições em que estejam participando A impunidade não pode mais ser um fator que encoraje novas ocorrências.
  4. Responsabilização dos árbitros: Árbitros que não aplicarem corretamente o Protocolo de Racismo da FIFA devem ser sancionados, e a associação responsável pela arbitragem deve ser multada. Não podemos permitir que situações de racismo sejam ignoradas em campo.
  5. Registro de infratores: Criação de um cadastro de torcedores, atletas, dirigentes e membros de comissão técnica envolvidos em atos racistas, para que medidas adicionais possam ser aplicadas contra reincidentes.
  6. Transparência nas punições: Os processos disciplinares e suas decisões devem ser públicos e amplamente divulgados, garantindo que as punições tenham efeito pedagógico e preventivo. O futebol sul-americano, com sua rica história e paixão, não pode mais ser manchado por atos de racismo sem que haja punição severa e proporcional à gravidade da conduta.
Por

Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais
 

 

Belo Horizonte