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Lucas, do São Paulo, revela motivo de jogadores serem contra gramado sintético

Movimento incluiu atletas como Neymar, Gabigol, Dudu e Philippe Coutinho

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Lucas foi poupado de clássico no Allianz  • Rubens Chiri/São Paulo FC

Integrante do movimento de jogadores que se posicionaram contra gramado sintético, Lucas Moura, atacante do São Paulo, explicou o motivo da manifestação dos atletas. Segundo ele, o posicionamento não é sobre a incidência de lesões em campos artificiais.

Além de Lucas, jogadores como Neymar, Gabigol, Dudu e Philippe Coutinho publicaram manifesto contrário ao gramado artificial. Palmeiras, Botafogo e Athletico-PR são alguns dos clubes que têm campo sintético em seus estádios.

"Vi muita gente falando que nosso movimento é por conta de risco de lesão. A gente nunca falou que a briga é por isso. Nosso ponto é técnico, sobre a dinâmica, que é totalmente diferente. O esporte que a gente joga é campo de 60 por 100, gramado natural. Futebol society é totalmente diferente. A dinâmica é outra, não tem como comparar. A nossa briga é essa. O nosso esporte é outro", disse, na saída do Morumbis após a derrota do São Paulo para a Ponte Preta, nesta quarta-feira (19).

Lucas, inclusive, foi poupado do clássico entre São Paulo e Palmeiras em razão do gramado sintético do Allianz Parque. Ele entrou apenas no segundo tempo.

O atacante reiterou que o movimento pede gramados naturais de qualidade.

"A briga é para que se tenha gramado natural de qualidade. A gente não pode simplesmente 'tem gramado ruim, vamos fazer sintético'. As pessoas perguntam: 'Você prefere jogar em um gramado esburacado, ou no sintético?'. Eu prefiro jogar num gramado natural bom. O gramado sintético não pode ser opção. Se tiver um pouco de esforço, de boa vontade, dá para fazer gramado natural de qualidade", concluiu.

Veja o posicionamento do movimento contra gramado sintético

“Preocupante ver o rumo que o futebol brasileiro está tomando. É um absurdo a gente ter que discutir gramado sintético em nossos campos. Objetivamente, com tamanho e representatividade que tem o nosso futebol, isso não deveria nem ser uma opção.

A solução para um gramado ruim é fazer um gramado bom, simples assim. Nas ligas mais respeitadas do mundo os jogadores são ouvidos e investimentos são feitos para assegurar a qualidade do gramado nos estádios. Trata-se de oferecer qualidade para quem joga e assiste.

Se o Brasil deseja definitivamente estar inserido como protagonista no mercado do futebol mundial, a primeira medida deveria ser exigir qualidade do piso que os atletas jogam e treinam.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

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