A campanha do São Paulo na Copa Libertadores de 1992
Relembre a trajetória vitoriosa do Tricolor rumo ao seu primeiro título continental

Em 1992, o São Paulo escreveu um dos capítulos mais importantes da sua história ao conquistar pela primeira vez a Copa Libertadores da América.
Sob o comando do técnico Telê Santana, o Tricolor Paulista teve trajetória até o título marcada por desafios, atuações memoráveis e emoção.
Telê Santana e a construção de um time campeão
A chegada de Telê Santana ao São Paulo, em 1990, marcou o início de uma revolução no clube. Com uma proposta de jogo baseada em técnica refinada e disciplina tática, o treinador trouxe de volta o conceito de "futebol arte".
Em 1991, conquistou o Campeonato Brasileiro com autoridade, resultado que garantiu a vaga na Copa Libertadores do ano seguinte.
Na Libertadores de 1992, o formato da competição previa uma fase de grupos, seguida por confrontos eliminatórios a partir das oitavas de final. O São Paulo caiu no Grupo 2, ao lado do Criciúma — campeão da Copa do Brasil em 1991 – e dos bolivianos Bolívar e San José.
Trajetória do São Paulo na Libertadores
A caminhada começou no Grupo 2, ao lado de Criciúma, Bolívar e San José. A estreia foi decepcionante, com uma derrota contundente para o Criciúma. No entanto, o time rapidamente reencontrou seu caminho. Vitórias convincentes sobre o San José e o Bolívar, além de um empate fora de casa, garantiram a classificação à fase seguinte, mesmo sem o brilho que viria a seguir,
- Oitavas de final: o São Paulo enfrentou o tradicional Nacional, do Uruguai. Foi neste confronto que a equipe mostrou que estava pronta para ir longe. Com uma vitória sólida em Montevidéu e outra no Morumbi, o Tricolor deu uma demonstração de força e consistência que animou os torcedores.
- Quartas de final: o time reencontrou o Criciúma. Desta vez, o São Paulo se impôs. Venceu fora de casa e administrou a vantagem no Morumbi com um empate, avançando com segurança para as semifinais.
- Semifinal: o adversário foi o Barcelona-EQU. No Morumbi, a equipe paulista construiu uma vantagem confortável com um triunfo por três gols de diferença. No jogo de volta, mesmo com a derrota por 2 a 0, o São Paulo suportou a pressão e garantiu a vaga na grande final.
- Final: O último obstáculo foi o Newell's Old Boys-ARG. No primeiro jogo, em Rosário, derrota por 1 a 0. Diante de mais de 100 mil torcedores no Morumbi, na volta, Raí marcou de pênalti e levou a decisão para as penalidades. Brilhou a estrela de Zetti, que defendeu duas cobranças e garantiu o título sul-americano ao São Paulo.
Legado, protagonistas e destaques do título
Com atuações inspiradas de Raí, Muller, Palhinha e Zetti, o São Paulo teve um elenco liderado por um técnico que foi referência na história do futebol brasileiro. Raí foi o cérebro da equipe, Palhinha brilhou como artilheiro, e Zetti foi o grande nome da final.
A conquista da Libertadores de 1992 foi o início de uma era vencedora do São Paulo, que conquistou o torneio novamente em 1993 e 2005.
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.



