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Meia do Santos pede paralisação no futebol brasileiro: “Gol paga o preço de uma vida?”

Meia do Peixe questionou continuidade dos jogos em meio à tragédia no Rio Grande do Sul

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Santos entra em campo neste domingo (19) • Jota Erre/Gazeta Press

Nesta segunda-feira (6), o meia Giuliano tomou um importante posicionamento a respeito da paralisação no futebol brasileiro. O meio-campista questionou a continuidade dos jogos em meio à tragédia climática que afeta o Rio Grande do Sul.

"Qual o preço de uma vida? Será que um gol paga o preço de uma vida? Estádio cheio e as outras pessoas sofrendo. É um momento de reflexão para nós, o povo brasileiro ama futebol. Mas até que ponto vale você deixar as pessoas sofrerem? Acho que é um momento de reflexão para o futebol, de que temos que ser solidários. Temos que amar as pessoas, o ser humano. Não sei se a federação, os jogadores, os clubes... Mas acho muito válida uma parada. Não apenas para treinamento, mas para uma reconstrução psicológica dos jogadores, das pessoas que sofreram com isso até que a gente tenha condições de voltar com o campeonato", disse Giuliano.

A tragédia já deixou 85 mortos e 134 desaparecidos em diversos municípios do estado gaúcho. Na capital, Porto Alegre, 85% da população está sem acesso à água. Giuliano parabenizou os jogadores de futebol que estão colaborando com a ajuda à população porto-alegrense.

"Somos influência e exemplos. A partir do momento que nos posicionamos e nos juntamos, nós temos força, o país nos olha. A gente tem a capacidade, por meio da nossa imagem, de mandar uma mensagem positiva, um recurso. Juntar cestas básicas, dinheiro, doações. É um momento em que precisamos. A gente fica se colocando no lugar dessas pessoas. Imagina a dor, quando a água baixar, como é que vai ser? Nesse processo, precisamos de todos" analisou.

"Gostaria de parabenizar quem está ajudando. Independente da classe social, independente se é ator, se é influencer, se é jogador, não importa a pessoa que está ajudando. E vamos continuar, porque é um processo de reconstrução. Assim como nós estamos passando por isso aqui (no Santos), um processo de reconstrução no futebol, creio que o Rio Grande do Sul precisa dessa reconstrução, de nós, do ser humano, do povo brasileiro. Acredito sempre que juntos nós somos mais fortes", complementou.

O presidente do Inter, Alessandro Barcellos, e seu par do Grêmio, Alberto Guerra, conversaram com diversos dirigentes de outros clubes da elite nacional, nesta segunda-feira (6), pedindo apoio ao pedido que fizeram à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para que a Série A do Brasileiro seja interrompida totalmente, e não apenas os jogos dos clubes gaúchos sejam adiados.

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Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Responsável por acompanhar o dia a dia de Corinthians e Santos pela Itatiaia Esporte. Passagem também como repórter do portal Meu Timão

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