Auxiliar avalia atuação de Neymar em clássico e explica formação do Santos
Sem Vojvoda, suspenso, auxiliares comandam equipe em empate por 1 a 1 com o Corinthians, na Vila Belmiro

Gastón Liendo, auxiliar-técnico do Santos — que não tinha Juan Pablo Vojvoda, suspenso —, comentou a atuação de Neymar no empate por 1 a 1 contra o Corinthians, neste domingo (15). O camisa 10 atuou nos 90 minutos no clássico pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.
Na visão do argentino, o meia-atacante teve um desempenho discreto na Vila Belmiro, mas ponderou a crítica também ao restante da equipe, que não conseguiu bater o rival.
“Obviamente que não foi a melhor partida do Ney, mas não foi um jogo ruim. Esteve comprometido, fez movimentações. Como o time estava muito baixo, não conseguimos dar apoio e condições para a bola chegar nele. É um jogador fora da curva, que pode definir jogos e queremos ele sempre dentro”, disse o auxiliar.
Essa foi a última atuação de Ney antes da convocação da Seleção Brasileira, nesta segunda-feira (16), para os amistosos deste mês. A comissão técnica de Carlo Ancelotti, aliás, estava presente no Estádio Urbano Caldeira.
O astro foi discreto na partida, mas tentou jogadas individuais, comandando o ataque santista contra a forte marcação do rival. Finalizou duas vezes com perigo e deu uma assistência ‘sem querer’ para o gol de Gabigol [veja aqui tudo sobre o desempenho de Neymar].
Formação de três zagueiros e análise do clássico
Além da titularidade de Neymar, a escalação do Santos apresentou outra novidade: três zagueiros e cinco atletas no meio. Vojvoda e comissão técnica optaram por escalar Oliva, Zé Ivaldo e Luan Peres na defesa, com Rony e Barreal atuando nas alas.
Segundo Gastón, essa ideia já havia sido praticada nos treinamentos durante a semana e funcionou de forma aceitável, considerando o equilíbrio do jogo.
“Depois do jogo contra o Vasco, tivemos dez dias para trabalhar e usamos alguns dias para trabalhar essa escalação. Nós já tínhamos treinado e acho que encaixou bem. Como todo clássico, tem momentos nossos e do adversário. Acho que até o gol deles a partida era nossa. Depois, é verdade, eles começaram a ter mais domínio e finalizaram mais”, prosseguiu.
O auxiliar também avaliou o empate, considerando o contexto e a perda de dois jogadores na reta final (Luan expulso e Lira machucado).
Mineiro de Barão de Cocais e jornalista graduado na Fumec. Passagens pela Rádio FUMEC e pelos portais FutebolNews, TechTudo e brasileirao.com.br. Apaixonado pelo bom futebol, por jogadas ensaiadas e grande defensor do "feijão com arroz".



