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Venda de joias do Palmeiras: Abel defende impacto na Seleção Brasileira a longo prazo

Treinador vê como inevitável saída crias do clube, mas acredita que time nacional será fortalecido com revelações alviverdes

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Abel Ferreira, técnico do Palmeiras • Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Em menos de um ano, três revelações do Palmeiras abriram as portas da Europa por valores milionários. De imediato, as vendas dos atacantes Endrick e Estêvão, além do meia-atacante Luis Guilherme, enchem os cofres do clube alviverde - de demais envolvidos nos acordos - com valores que podem chegar até R$ 875 milhões. No entanto, há outro ponto que o técnico Abel Ferreira acredita que será beneficiado a longo prazo: a Seleção Brasileira.

A visão do treinador foi exposta no último domingo (23), em entrevista coletiva após a vitória de 3 a 1 sobre o Juventude. Na ocasião, o comandante português admitia que era inevitável a transferência dos jovens talentos, diante do valores apresentados.

O acerto de Endrick com o Real Madrid está apontado na casa do 60 milhões de euros (R$ 347 milhões na cotação atual). Luis Guilherme para o West Ham tem a conta em 30 milhões de euros (R$ 173 milhões). Já Estêvão foi o último da leva a finalizar o acordo com o Chelsea, podendo render até 61,5 milhões euros (R$ 355 milhões).

Esses são os valores considerado máximos, levando em conta a possibilidade de as Crias da Academia atingirem todas as metas estipuladas em contrato. Além disso, vale lembrar, que o clube alviverde não tem direito a todo o valor porque há percentuais de direitos econômicos de terceiros nessas transações.

"Vocês sabem qual é a diferença do real para o euro ou o dólar? Então... É difícil. Pedimos para a Leila (Pereira, presidente) não vender o Endrick, o Estêvão, o Luis Guilherme. Mas é impossível. Estamos falando de valores muito grandes. E minha função é arranjar soluções, disse Abel Ferreira.

"Eu acho que quem realmente pode se beneficiar disso a médio e longo prazo é a seleção brasileira, se tiverem o cuidado de seguir esses jogadores, porque vocês veem", acrescentou.

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Brenno Costa é jornalista multimídia formado pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em comunicação e marketing pela Estácio. Atualmente, é correspondente da Itatiaia em São Paulo. Antes, trabalhou na Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco/Superesportes e no Globo Esporte.

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