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Por que Abel usa exemplo de Simone Biles para explicar fase do Palmeiras

Treinador cita ginasta campeã olímpica para lembrar da importância da saúde mental; ele também elogia desempenho de Rebeca Andrade

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Abel Ferreira, técnico do Palmeiras • Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Em meio a um raro momento de instabilidade, com três derrotas e um empate nos últimos quatro jogos, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, usou o exemplo da ginasta Simone Biles para explicar a má fase da equipe. Na análise, ele ainda exaltou a postura de Rebeca Andrade.

O treinador por português lembrou das situações das duas grandes estrelas da Olimpíada de Paris, destacando o problema de saúde mental vivido pela norte-americana nos Jogos de Tóquio, em 2021.

"(Biles) Voltou em grande forma, dando mínima hipótese para a Rebeca (Andrade), que fez Jogos Olímpicos extraordinários e parabéns mais uma vez para ela. Mas o futebol é isso, há momentos em que a equipe ajuda o jogador a puxar a sua forma", acrescentou.

Nos Jogos de Paris, com as provas da modalidade encerrada nesta segunda-feira (5), Biles faturou quatro medalhas, sendo três de ouro e uma de prata. No total, ela tem 11 medalhas em três Olimpíadas disputadas, sendo considerada uma das maiores atletas da história.

Já Rebeca Andrade levou quatro medalhas nos Jogos de Paris, sendo uma de ouro, duas de prata e uma de bronze. Na última delas, na prova do solo, levou a melhor sobre a norte-americana, garantindo o primeiro lugar no pódio.

O resultado também transformou Rebeca Andrade na maior medalhista olímpica do Brasil, entre homens e mulheres, com seis conquistas no total.

"Parabéns a Rebeca que disputou com uma menina absolutamente extraordinária, que teve problemas emocionais com as críticas. Alguns acham que o jogador e o treinador não querem ter resultado ou não se esforçam e não dão o melhor. Isto é um exemplo como um atleta de excelência, as questões emocionais podem acontecer a qualquer um de nós", disse Abel Ferreira.

"E o que esta menina (Simone Biles)... parou por um ano, um ano e meio. Porque não aguentava a pressão psicológica. E aqui no Brasil, isto é um absurdo. Aqui criam-se notícias, dizem que as lideranças isto e aquilo. Só para gerar notícia. Isto é falso, ruim, um jornalismo raso, baixo. Parece que cheguei aqui há quatro dias. Estou no futebol brasileiro há quatro anos, não há quatro dias. Não preciso que falem bem de mim, só quero que me respeitem", acrescentou.

Rebeca Andrade supera Biles e conquista o ouro no solo

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Brenno Costa é jornalista multimídia formado pela Universidade Católica de Pernambuco e pós-graduado em comunicação e marketing pela Estácio. Atualmente, é correspondente da Itatiaia em São Paulo. Antes, trabalhou na Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco/Superesportes e no Globo Esporte.

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