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Palmeiras: Polícia faz operação contra cambismo após pedido de Leila Pereira

Presidente do clube pediu instauração de inquérito, pois foi identificada atuação de um grupo suspeito de utilizar ferramentas para adquirir ingressos em grande quantidade; foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão

Por, São Paulo (SP)
Allianz Parque, estádio do Palmeiras
Nubank Parque, estádio do Palmeiras • Divulgação/WTorre

A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (13) uma operação policial de combate ao cambismo digital, envolvendo a venda ilegal de ingressos para partidas do Palmeiras como mandante. A investigação teve início a partir de um pedido feito por Leila Pereira, presidente do clube, que solicitou a instauração do inquérito policial.

Foram cumpridos 15 mandados judiciais de busca e apreensão nesta manhã, na capital paulista e em municípios do interior e da Região Metropolitana de São Paulo. A operação resultou na localização e apreensão de materiais de interesse da investigação, como aparelhos celulares, notebooks e documentos contendo anotações e cadastros de torcedores relacionados ao sistema de reconhecimento facial.

Também foi encontrada, na residência de um dos investigados, uma arma de fogo calibre .22 com numeração suprimida, além de munições de diferentes calibres, inclusive 9 mm e de fuzil. O caso levou à adoção das providências necessárias para formalizar a prisão em flagrante.

Um trabalho realizado pela Auditoria Interna do Verdão identificou, no início deste ano, a atuação de um grupo suspeito de utilizar ferramentas tecnológicas para adquirir entradas em grande quantidade, dificultando a compra dos torcedores pelo canal oficial de venda.

A prática inclui a utilização de robôs automatizados, ou bots. De acordo com apuração da Polícia Civil, conduzida pelo delegado Cesar Saad com a colaboração do Palmeiras, houve indícios de utilização indevida de cadastros de torcedores.

O ato permitia que os ingressos fossem posteriormente revendidos por canais não oficiais, mediante cobrança de valores superiores aos originalmente praticados.

A operação acontece por meio da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE).

As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos, visando identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema criminoso e apurar as responsabilidades individuais.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

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