Palmeiras lamenta morte de torcedor em Lima antes da final da Libertadores
Médico Cauê Dezotti, de 38 anos, bateu a cabeça em uma ponte enquanto andava em um ônibus turístico na capital peruana

O Palmeiras utilizou as redes sociais, na noite dessa sexta-feira (28), para lamentar a morte de Cauê Brunelli Dezotti. O palmeirense de 38 anos estava em Lima, no Peru, para acompanhar a final da Copa Libertadores contra o Flamengo.
No comunicado oficial, o clube paulista se solidarizou com os familiares e amigos do torcedor.
Entenda o caso
O palmeirense estava em um ônibus panorâmico junto com outros viajantes alviverdes, percorrendo o trajeto conhecido como “Circuito de Playas” nesta sexta. Durante o percurso, o veículo passou sob uma passarela baixa e Caue acabou sofrendo um forte impacto na cabeça. Pessoas que estavam no local relataram que o ônibus não diminuiu a velocidade, apesar da altura reduzida.
Equipes de emergência o atenderam de imediato e ele foi encaminhado à Clínica Maison de Santé, mas não sobreviveu.
O chefe da Polícia da Região de Lima, Enrique Felipe Monrroy, comentou o caso em entrevista a uma emissora local.
Segundo ele, por volta das 16h, o ônibus de dois andares transportava torcedores na orla entre Miraflores e Barranco, quando o acidente aconteceu.
“No dia de hoje, aproximadamente às 16h, na altura da praia entre Miraflores e Barranco, havia um “mirabus”, com dois níveis e na parte superior havia torcedores do Palmeiras no qual estava esse senhor, já falecido”, disse Monrroy.
“Segundo referem, os torcedores estavam saltando no segundo nível, não viram que iriam passar por uma ponte e se impactaram contra a ponte”, completou.
Quem era Cauê Dezotti
Cauê atuava como médico urologista em consultórios particulares nas cidades de Limeira e Campinas, no interior de São Paulo. Discreto fora do ambiente profissional, era descrito por amigos próximos como alguém com duas motivações: a medicina e o Palmeiras.
O torcedor Rafael Spadoni, que acompanhava a viagem com o amigo, publicou uma mensagem de despedida: “Nossa viagem estava sendo tão especial. Era para ser uma comemoração, uma aventura nossa, cheia de risadas, esperança e companheirismo. Mas, no meio dessa alegria, a tragédia nos golpeou. Você partiu de repente, deixando um vazio impossível de aceitar”, disse.
“Sua memória vai me acompanhar onde quer que eu vá. E naquele dia que imaginamos de glória na arquibancada, vai estar você comigo, na lembrança, no coração, como se nunca tivesse partido”, completou.
Nas redes sociais, Cauê dividia momentos da rotina do trabalho. A viagem ao Peru era a realização de um sonho antigo: acompanhar de perto o Verdão em uma final continental.
Giovanna Rafaela Castro é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte



