Palmeiras atende Abel ao recusar propostas milionárias, e técnico abre o jogo
Verdão não liberou Flaco López e Allan, que são alvos da Europa, e segue com política de manutenção do elenco

O Palmeiras atendeu a um pedido do técnico Abel Ferreira e recusou investidas altas de clubes europeus por jogadores considerados protagonistas — no caso, Flaco López e Allan.
Flaco e Allan já eram os mais cotados a receberem propostas de clubes europeus na janela de transferências. A decisão do clube, contudo, é de não negociar os principais jogadores, e a dupla faz parte desse grupo de atletas inegociáveis.
A decisão de não vender os principais jogadores foi tomada em conjunto entre presidência, departamento de futebol e comissão técnica. A manutenção do elenco foi um pedido do técnico Abel Ferreira, e uma ordem encabeçada, principalmente, pela presidente Leila Pereira.
Chegou ao Palmeiras uma proposta de 25 milhões de euros (R$ 146,5 milhões) por Flaco López, entre valores fixos e variáveis, apresentada pelo Spartak Moscou, da Rússia. O Aston Villa, da Inglaterra, sinalizou com 30 milhões de euros (R$ 175,9 milhões) por Allan, também entre valores fixos e bonificações por metas.

Ambas as investidas foram prontamente recusadas. Segundo Abel Ferreira, o Palmeiras se estruturou para conseguir rejeitar ofertas desse porte.
"Nossa presidente foi muita clara, temos valorizado muitos jogadores do Palmeiras, normal ter equipes estrangeiras com propostas altíssimas para levar jogadores do Palmeiras. Só que neste momento, a equipe do Palmeiras tem força e sustentabilidade para dizer não. Neste momento, não", disse.
Apesar de o clube não querer perder atletas importantes, ainda há uma meta de R$ 399 milhões em vendas de jogadores no orçamento. Segundo Abel, a expectativa do clube é manter os titulares e conseguir vendas "periféricas".
"Não estou à espera de perder jogadores fundamentais para nossos objetivos. Já conquistamos um título e lutamos por mais três. Pode haver uma ou outra venda periférica, porque o Palmeiras é um clube dinâmico, sei que o Palmeiras gera milhões de expectativas, mas temos responsabilidades internas a cumprir", explicou.
"Não estou a conter em perder nenhuma peça-chave, mas se pagarem as cláusulas, está fora do nosso controle. Não há como evitar. Mas faço das minhas palavras, as da presidente. Não digo que não vamos vender, mas se tiver que acontecer, serão jogadores periféricos", completou o treinador.
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.



