Mancha Alviverde é banida dos estádios após emboscada contra a Máfia Azul; entenda
Organizada do Palmeiras já cumpria punição e pôde voltar aos estádios no final de agosto

A Mancha Alviverde, principal torcida organizada do Palmeiras, foi banida dos estádios do estado de São Paulo após a emboscada envolvendo o grupo e a Máfia Azul, principal organizada do Cruzeiro. A decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) foi publicada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta quarta-feira (30).
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A torcida palmeirense organizou uma emboscada para o ônibus da torcida do Cruzeiro no último domingo (27). Os cruzeirenses voltavam para Minas Gerais após assistir ao jogo contra o Athletico-PR pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro em Curitiba, no Paraná.
O ônibus que transportava os mineiros foi surpreendido no KM55 da BR-381, na altura do município de Mairiporã-SP. Um cruzeirense morreu e outras 17 pessoas ficaram feridas.
Leia a nota completa:
“Em portaria expedida nesta quarta-feira (30/10), a Federação Paulista de Futebol acatou recomendação do 1º promotor de Justiça de Mairiporã e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e proibiu a presença da torcida organizada Grêmio Recreativo e Cultural Torcida Mancha Alviverde nas praças desportiva de todo o Estado de São Paulo.
No último domingo, um confronto entre integrantes da Mancha Alviverde, do Palmeiras, e da Máfia Azul, do Cruzeiro, resultou na morte de um torcedor mineiro e em diversos feridos.
O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, determinou que o GAECO entrasse no caso. "Há firmes evidências de que algumas torcidas organizadas atuam como verdadeiras facções criminosas, o que justifica a intervenção do GAECO", escreveu o PGJ em nota divulgada no fim de semana”, publicou o MPSP no seu site oficial.
Entenda o caso
A Mancha Alviverde armou uma emboscada para a Máfia Azul na madrugada deste domingo (27), em Mairiporã, no interior de São Paulo. O ataque ocorreu enquanto os torcedores retornavam de Curitiba, rumo a Belo Horizonte, após derrota cruzeirense para o Athletico-PR, pelo Brasileirão. Um cruzeirense morreu e outros 17 ficaram feridos.
A vítima fatal do ocorrido é José Victor Miranda, 30 anos, que fazia parte da Máfia Azul de Sete Lagoas. Antes da partida, seu pai, que é taxista na cidade da Região Central de Minas, o implorou para que não fosse ao jogo contra o Athletico-PR. Ele era motoboy autônomo e deixa um filho de 10 anos.

Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.
Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.
Jornalista pela PUC Minas, Pedro Leite é repórter do portal Itatiaia Esporte. Tem experiência na cobertura diária de portais, redes sociais e jornal impresso. Apaixonado por futebol, já passou pelo Superesportes.





