Itatiaia

Abel faz revelações sobre pênaltis e manda recado a Carlos Miguel no Palmeiras

Treinador explicou que precisou criar um protocolo de penalidades no clube e exaltou a atuação do goleiro, que defendeu mais uma cobrança e foi criticado por atuações em outros jogos; Verdão despacha Fluminense e vai à final da Libertadores

Por, São Paulo (SP)
Abel Ferreira fala após classificação do Palmeiras para final da Libertadores
Abel Ferreira fala após classificação do Palmeiras para final da Libertadores • Rafael Oliva/Itatiaia

O técnico Abel Ferreira fez revelações sobre a preparação do Palmeiras — e a dele próprio — para disputas de pênaltis, além de elogiar o goleiro Carlos Miguel. Nesta quarta-feira (22), o time eliminou o Fluminense nas penalidades e avançou para a final da Copa Libertadores.

Abel não assistiu às cobranças, prática comum em todas as disputas que o Verdão teve ao longo dos sete anos da passagem do técnico. O treinador disse que criou um protocolo interno para disputas de penalidades, pois o Palmeiras teve seis derrotas em pênaltis com o técnico. Ele disse que nenhum treino consegue repetir a dificuldade do jogo.

"Todos os pênaltis que houveram aqui, acho que não vi nenhum. Fiz o trabalho que tinha que fazer com os jogadores durante a semana. Não os preparei para bater, porque, em termos de treino, nada replica a emoção do jogo. Em função de termos perdido muitas disputas, fizemos um protocolo de pênaltis. Perdemos algumas vezes nos pênaltis. Agora ganhamos por competência, mérito e preparação", explicou.

Carlos Miguel foi o responsável por defender a cobrança de Nonato. O goleiro também pegou na fase anterior, quando o Palmeiras eliminou a LDU nos pênaltis. Abel Ferreira defendeu o jogador de falhas recentes e deu os devidos méritos.

"Estamos aqui por causa do Carlos Miguel. Nós só estamos a jogar contra o Fluminense por causa do Carlos Miguel. O erro faz parte do crescimento do atleta", afirmou.

Por fim, Abel Ferreira comentou a experiência dos cobradores, já que quatro atletas que disputaram a última Copa do Mundo bateram e converteram.

"Gostaria muito de vos dizer o que eu faço, mas não há receitas mágicas. Perdemos tantas vezes em pênaltis que decidi criar um protocolo. Seguimos ele. Podemos ganhar ou perder, não temos receita mágica. Nessa situação de pênaltis, é fundamental que os batedores consigam fazer o gol e o goleiro apanhar uma. É muito difícil, por muito que treines. Já conversei com a presidente e o nosso diretor. Nunca vou conseguir treinar pênaltis com a intensidade emocional do jogo", concluiu.

A final da Libertadores está marcada para o dia 28 de novembro, sábado, em jogo único realizado em Montevidéu, no Uruguai. A próxima partida do Palmeiras é contra o RB Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

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