CEO do Boston City Goup explica decisão de adquirir SAF do Villa Nova

CEO do Boston City concedeu entrevista exclusiva ao programa Rádio Esportes, da Itatiaia, nesta sexta-feira (16)

Renato Valentim é o acionista majoritário da SAF do Villa Nova

Acionista majoritário da SAF do Villa Nova, Renato Valentim explicou, nesta sexta-feira (16), por que decidiu investir no clube mineiro. O projeto do CEO do Boston City foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Leão do Bonfim nessa quinta (15).

“Começou com a camisa do Villa né? Sou mineiro, cresci assistindo aos jogos do Villa, ouvindo também pela Itatiaia. Morava em Manhuaçu. Quando pintou essa oportunidade, me ligaram e perguntaram se eu tinha interesse de conversar sobre a aquisição da SAF do Villa. Eu, lógico, pela camisa, falei que sim. No mínimo eu queria entender o queria entender o que estava acontecendo e o que pode ser oferecido”, afirmou, em entrevista exclusiva ao programa Rádio Esportes, da Itatiaia.

“Quando eu vim a Nova Lima há um mês atrás, me reuni com os diretores, reuni com o poder público de Nova Lima, e todos apoiaram. Também vi o apoio da torcida pela SAF, pela criação da SAF. Então isso me deixou muito tranquilo para seguir com esse negócio e tentar adquirir o clube”, complementou.

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SAF do Villa Nova

O Conselho Deliberativo homologou na quarta-feira (7) da semana passada o processo de adesão do Villa Nova Atlético Clube à SAF.

Nessa quinta, os conselheiros se encontraram com a missão de analisar as ofertas apresentadas. Após a avaliação, foi escolhida a proposta que melhor atendeu aos interesses do Villa Nova e que também apresentou o projeto mais consistente para o futuro do Leão do Bonfim.

Próximos passos

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, o presidente Anísio Clemente Filho afirmou que o clima interno é de otimismo. Segundo ele, a constituição da SAF só se tornou viável após a estruturação da recuperação judicial, que organizou as dívidas do clube e estabeleceu um cronograma para o pagamento aos credores.

Diante desse cenário, Anísio ressaltou que o perfil ideal para assumir a SAF é o de um investidor capaz de arcar com os compromissos financeiros do clube e, ao mesmo tempo, apresentar um projeto sólido e sustentável para o desenvolvimento do Villa Nova.

“O único patrimônio que o Vila tem hoje é só a marca. E devendo aí na faixa de 13 milhões, então é meio complicado. Nós conseguimos essa recuperação judicial, a gente tem mais de 150 credores. Nós estamos equacionando isso, já pagamos a primeira parcela. O juiz já deu tudo ok. Então, ficou menos difícil a gente conseguir algumas propostas para a SAF”, disse Anísio.

Dentro desse projeto do ‘novo Villa’, será priorizada a proposta que abarque a retomada das categorias de base do clube.

“A gente vai frisar muito nas propostas em relação à base. O Vila tem 5, 6 anos que acabou com sua base e hoje você sabe que a base é tudo. O Vila conseguiu as sequência que ele teve, principalmente no meu comando, porque a gente tinha uma base bem sólida. Então, a gente vai priorizar mesmo um projeto que não é só o projeto financeiro, é um projeto no todo”, completou.

O Villa Nova foi rebaixado na última edição do Módulo I, e disputará o Módulo II do Campeonato Mineiro. Inclusive, o presidente do Leão Bonfim afirmou que a agilização da venda se dá também por conta da proximidade da próxima competição, que terá início já em maio deste ano.

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.
Matheus Muratori é jornalista multimídia com experiência em muitas editorias, mas ama a área esportiva. Faz cobertura de futebol, basquete, vôlei, esportes americanos, olímpicos e e-sports. Tem experiência em jornal impresso, portais de notícias, blogs, redes sociais, vídeos e podcasts.
Adilson Martins tem quase três décadas de experiência no rádio esportivo e integra a equipe da Itatiaia desde 2022. Atualmente, é setorista do América. Antes, passou por várias emissoras de Minas e foi correspondente da Rádio Record de São Paulo entre 2000 até 2006 na equipe de Fiori Gigliotti.

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