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Vice da Libertadores pelo Atlético faz críticas a Milito e expõe falhas de 2024

Mariano disse que Milito exigia muito fisicamente do Atlético, além de destacar a função 'robótica' de Scarpa

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Gabriel Milito em partida da Arena MRV, em Belo Horizonte • Pedro Souza/Atlético

Ex-lateral-direito do Atlético, Mariano abriu o jogo e expôs falhas do técnico Gabriel Milito à frente do Galo. Em entrevista nesta semana ao ‘Charla Podcast’, o defensor afirmou que o argentino exigia muito fisicamente do elenco, o que se tornou uma desvantagem tendo em vista a grande quantidade de jogos feitos na temporada.

“A gente tinha um treinador que dificilmente mudava o estilo de jogar. Como falei, o calendário brasileiro, o estilo, é diferente. Se não entender, você se perde, fica para trás, te atropelam. (O esquema exigia muito fisicamente), muito. A gente não tinha muitas peças para repor e manter o que o Milito queria”, disse Mariano, que joga no América.

“Ele sempre quis jogar alto (pressão). E o time que joga alto, tem que ser individual. Um que não marcou (de forma correta)… Ele priorizava muito (a bola), mas é como eu falei, a gente jogou 76 jogos… É impossível, e com a mesma característica. Isso não tem. É difícil você arrumar um titular que joga de uma maneira e o reserva igual”, completou.

“A gente conversava e tudo, explicava, mas como falei, respeitávamos a opinião do treinador. Mas é o treinador. É o cara que manda. Muita gente falava que ele (Gustavo Scarpa) ficava robotizado. Ele ficava só em uma função e pronto. É isso. E era muita intensidade. Sempre um para um”, destacou Mariano.

Para o defensor, faltou rodízio da parte de Milito na reta final da temporada. Antes de perder a final da Copa Libertadores para o Botafogo, o Atlético emplacou uma sequência de dez jogos sem vitória. A má fase fez Mariano acreditar em mudanças no time titular, o que acabou não acontecendo.

“Vínhamos de dez, doze jogos sem ganhar. Tem que ter uma mudança. Não o time todo, mas tem que mexer três, quatro peças, para ver se dá outra cara. O titular fala: ‘Opa, se não jogar, vou perder meu espaço’. Ele não fez. Colocava os reservas para jogar. A gente empatou com o Botafogo com um a menos, e a galera pensou: ‘Podemos ter uma oportunidade na final’. Mas não. Foi o mesmo time”, disse o defensor.

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Jornalista pela PUC Minas, Pedro Leite é repórter do portal Itatiaia Esporte. Tem experiência na cobertura diária de portais, redes sociais e jornal impresso. Apaixonado por futebol, já passou pelo Superesportes.

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