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Time de 2023 é pior que o de 2021, e torcedor precisa se acostumar com isso

Apesar da diferença técnica entre as duas equipes, desempenho da equipe de Coudet poderia ser melhor

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Equipe que conquistou o Triplete em 2021 ainda é referência para o torcedor atleticano
Equipe que conquistou o Triplete em 2021 ainda é referência para o torcedor atleticano • Pedro Souza / Atlético

O desempenho abaixo do esperado do Atlético neste início de temporada em 2023 tem um aspecto importante que não pode ser descartado. O grande time de 2021, campeão de praticamente tudo, é ainda uma referência muito forte. E a equipe de Coudet é inferior, tecnicamente e taticamente.

É verdade que a entrega, principalmente no que se refere a motivação, pode ser maior, independentemente do ambiente do estádio onde o jogo está sendo disputado.

Mas o torcedor ainda carrega na memória é aquele Galo que encarava todo mundo, era superior até nas derrotas e diante de adversários de um nível mais baixo se impunha sempre, o que não aconteceu contra o frágil Carabobo, na última quarta-feira (22), pela segunda fase da Copa Libertadores, em Caracas.

O esquema de Cuca era mais ofensivo e eficiente até pelas peças. O time sempre contou com Savarino ou Keno, e os dois inspirados. Paulinho ainda não aconteceu e faz o jogo ofensivo ficar centralizado, o que facilita a marcação adversária.

Além disso, Mariano era muito mais efetivo há dois anos do que é agora, e Guilherme Arana foi simplesmente um fator de desequilíbrio em 2021, o que Dodô está longe de ser.

Do meio formado por Allan, Jair, Zaracho e Nacho Fernández, apenas o primeiro segue no time e sem o mesmo desempenho, até mesmo na saída de bola, que tem muita qualidade com ele.

Edenílson não conseguiu dar ainda a mobilidade que Jair tinha e Zaracho e Nacho são muito mais jogadores do que Pedrinho e Patrick.

No fim, resta Hulk, que inicia 2023 no mesmo nível de sempre e fazendo o torcedor atleticano e o time de Coudet viverem a Hulkdependência, que é sim uma realidade do Atlético na temporada até agora.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro