Sorteio 'salva' Galo na Libertadores; Coelho não tem mesma sorte na Sula
Atlético e América conheceram adversários da fase de grupos de torneios continentais. Saiba o que esperar dos confrontos

Acabou o mistério! América e Atlético conheceram nesta segunda-feira os adversários da fase de grupos da Copa Sul-Americana e da Copa Libertadores, respectivamente. As "bolinhas" foram generosas com o Galo, que terá um grupo bastante acessível pela frente. O mesmo não podemos dizer do Coelho, que precisará enfrentar times de muita tradição dentro da sua chave.
Começando pela Libertadores, o Atlético ficou no grupo G, ao lado do também brasileiro Athletico-PR, do Libertad do Paraguai, e do Alianza Lima, do Peru. Adversários inferiores tecnicamente ao Galo, que entra com a responsabilidade de se classificar sem sustos.
E o torcedor do Atlético tem o que comemorar, afinal, vindo da Pré-Libertadores, o sorteio poderia ter sido bastante ingrato com o time do técnico Coudet. Integrando o pote quatro, o Galo poderia ter que enfrentar clubes duríssimos já na fase de grupos, incluindo Flamengo, Palmeiras e River Plate que, ao meu ver, são os grandes favoritos ao título.
Ao contrário disso, o Galo enfrentará times em que ele tem condições de pontuar dentro e fora de casa. O Furacão é o rival mais complicado. Vice-campeão na última temporada, o Athletico-PR tem um time bastante organizado, que mescla bem juventude e experiência, com Fernandinho no meio-campo, e Vitor Roque no ataque.
O Libertad, do Paraguai, é um time inferior ao Galo do ponto de vista coletivo e de destaques individuais, mas que ainda sim carece de atenção.
A equipe do técnico Daniel Garnero é a campeã do torneio Apertura de 2022, e atual líder nesta temporada, apresentando uma defesa bastante sólida: sofreu apenas cinco gols até aqui. Conta com o meio-campista Diego Gómez, de 20 anos, tratado como uma joia do futebol paraguaio. Outro nome importante é Lorenzo Melgarejo, que neste ano já marcou quatro gols em oito jogos.
O Alianza Lima chega na Libertadores como o atual campeão peruano, e com um trabalho de continuidade do técnico Guillermo Salas, e da maior parte do elenco vitorioso na temporada anterior. Neste ano soma cinco vitórias em sete jogos até aqui.
A equipe contratou o meia Cueva, de 31 anos, que possui passagens por Santos e São Paulo. Outra peça conhecida dos torcedores mineiros é o atacante Hernán Barcos, atualmente com 38 anos, e que passou por Cruzeiro e Grêmio. No ano passado marcou 18 gols em 41 jogos, sendo o artilheiro da equipe.
Já o América não teve a mesma sorte do Galo. Figurando no grupo F da Copa Sul-Americana, o coelho terá que enfrentar o Peñarol do Uruguai, Defensa y Justicia da Argentina, e Millonarios da Colômbia (aquele mesmo, eliminado pelo Galo na Pré-Libertadores).
O Peñarol dispensa apresentações. Um time de muita tradição no futebol sul-americano, que já foi campeão da Libertadores por cinco vezes. Em 2023, lidera o Campeonato Uruguaio com 17 pontos, tendo um desempenho positivo no início da temporada com o técnico Alfredo Arias, recém-contratado. Um dos destaques do time é o centroavante Matías Arezo, de 21 anos.
O Defensa y Justicia, da Argentina, está na terceira posição do Campeonato Argentino, com quatro pontos a menos que o líder River Plate, e a frente de times como Racing e Boca Juniors, que disputam a Libertadores.
A equipe ficou muito conhecida em 2021, quando venceu a Recopa sobre o Palmeiras. Na temporada anterior, havia conquistado o título inédito da Sul-Americana vencendo o Lanús, sob o comando do técnico Hérnan Crespo. Quando bateu o Palmeiras, era treinado por Beccacece, que fez um ótimo trabalho na equipe.
Já o Millonarios voltará à Minas Gerais, agora para enfrentar o Coelho. Na pré-Libertadores, foi eliminado pelo Galo, mas em especial na partida de ida, na Colômbia, fez um jogo duro e poderia ter vencido.
É um time que possui um estilo de jogo bem estabelecido, com a sequência de trabalho do técnico Gamero. Troca passes com qualidade e tem velocidade pelos lados do campo. Destaque para o ponta-direita Óscar Cortez, o centroavante Leonardo Castro e o meia Daniel Cataño.
O América entra como o time de menos tradição do grupo, mas apresenta um futebol sob o comando do técnico Vagner Mancini que o permite sonhar. Precisará somar o máximo de pontos dentro do Independência para ter chances de classificação.
Ainda sim, jogos com essa grandeza, apesar da dificuldade, farão bem ao Coelho, que vive um processo de fortalecimento da sua marca no futebol continental.
Nathália Fiuza é comentarista da Rádio Itatiaia e escreve diariamente aqui.
