Pênaltis para o Atlético? Márcio Rezende analisa lances em jogo pela Libertadores
Primeiro tempo entre Galo e Alianza Lima contou com dois lances polêmicos envolvendo a arbitragem

Analista da Itatiaia, Márcio Rezende de Freitas avaliou dois lances envolvendo a arbitragem no primeiro tempo de Atlético x Alianza Lima-PER. No jogo desta quarta-feira (3), no Independência, em Belo Horizonte, pela terceira rodada do Grupo G da Copa Libertadores, a arbitragem assinalou um pênalti e analisou outro lance de possível penalidade máxima - mas sem marcá-la.
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O primeiro lance ocorreu aos 44 minutos, após escanteio. Houve desvio do atacante atleticano Eduardo Vargas, e a bola tocou no braço do defensor do Alianza. Após checagem do VAR, o jogo seguiu. Márcio Rezende viu o lance como pênalti.
“O braço está muito aberto. Se ela bate no braço do jogador, se ela bate, porque a imagem não é boa, vamos esperar uma imagem melhor, se ela bate, para mim deveria marcar o pênalti sim. Porque apesar da bola próxima, o braço está muito aberto, está muito afastado do corpo. E ela pega sim, pega, o braço está muito afastado do corpo”, iniciou
“A bola é muito próxima, mas o braço está muito longe do corpo, e ele mandou tocar”, complementou o analista da Itatiaia.
Já aos 49, o lateral-esquerdo Rubens foi derrubado na área após choque com um defensor do time peruano. O pênalti foi marcado pelo árbitro Andrés Matonte, e o árbitro de vídeo - Andres Cunha - concordou com a marcação. O atacante Hulk cobrou a penalidade, mas o goleiro Angelo Campos defendeu.
“O Rubens toca a bola de cabeça, e há um pé do jogador levantado. E se atingiu, é pênalti, né. Porque o Rubens antecipa, vai na bola, e depois o atleta chega atrasado e atinge o Rubens ali. O árbitro estava próximo, não há um ângulo bom até agora para a gente ver se o pé atinge ou não, mas se atingiu, o árbitro marcou com convicção”, iniciou Márcio.
No intervalo da partida, o comentarista da Itatiaia sintetizou: “O pênalti: ele viu o pênalti, porque não há uma imagem até agora esclarecedora. Para mim, ele marca aquele que não deveria marcar, e deixou de marcar um que deveria ter marcado. Então, está meio perdido nesse primeiro tempo”.
Segundo tempo
No segundo tempo, outro possível lance de pênalti foi revisado e acabou não sendo assinalado para o Atlético. Aos 43, o atacante Cadu finalizou e, na sequência, foi atingido. A penalidade não foi marcada, decisão contestada por Márcio Rezende.
"Para mim, pênalti. Ele finaliza e depois da finalização o jogador vem e chuta e o atropela ali. Mas hoje, VAR e árbitro não estão se entendendo", disse.
"E esse é o pênalti mais claro do jogo até agora. Esse poderia ter sido marcado sem dúvida, esse é claro que aconteceu e não foi marcado", completou.
O Atlético venceu o jogo por 2 a 0. O meia Igor Gomes marcou os dois gols do Galo sobre o Alianza Lima.
Matheus Muratori é jornalista multimídia com experiência em muitas editorias, mas ama a área esportiva. Faz cobertura de futebol, basquete, vôlei, esportes americanos, olímpicos e e-sports. Tem experiência em jornal impresso, portais de notícias, blogs, redes sociais, vídeos e podcasts.
