Hulk, do Atlético, chora ao revelar situação com o pai que quase terminou em tragédia
Atacante foi o convidado do Charla Podcast desta sexta-feira (4) e revelou drama vivido com 'Seu Gilvan'

O atacante Hulk, ídolo do Atlético e um dos principais nomes do futebol brasileiro nos últimos anos, protagonizou um momento comovente no Charla Podcast, nesta sexta-feira (4). Convidado do episódio, o camisa 7 do Galo se emocionou ao relembrar uma fase difícil da vida de seu pai, Gilvan, e compartilhou com a jornada de superação que uniu ainda mais a família.
Durante a conversa no podcast, Hulk chorou ao relatar como viu a vida do pai mudar drasticamente após um episódio quase trágico vivido ainda no início de sua carreira no futebol.
“Meu pai sempre me acompanhou, em todos os lugares onde joguei ele esteve comigo. Mas, antes disso, foi Deus quem transformou ele. Meu pai... meu pai bebia bastante”, disse Hulk, visivelmente emocionado.
Problema com álcool
O atacante contou que, aos 16 anos, ao assinar com o Vitória, comprou sua primeira casa para os pais, uma pequena granja em Lagoa Seca, na região de Campina Grande (PB). Foi ali que a vida da família quase mudou para sempre, quando Gilvan quase veio a falecer em virtude do alcoolismo.
“Minha mãe teve que carregar meu pai no braço por quase um quilômetro, até encontrar um carro. Ele estava todo ‘mole’, quase morrendo. O médico disse que se ela tivesse demorado mais um minuto, ele não teria resistido”, contou.
A partir daquele dia, segundo Hulk, a transformação foi completa. “Foi Deus que mudou a vida dele. Ele nunca mais tocou em álcool. Hoje é evangélico, é uma bênção.”
Carinho da torcida atleticana
Conhecido pela torcida alvinegra não apenas por ser o pai de Hulk, mas também por sua presença marcante nos estádios e nas redes sociais comemorando as conquistas do filho, Gilvan teve sua imagem eternizada no 'Califórnia Alvinegro', projeto feito nos muros e arredores da Arena MRV.
Único filho homem, Hulk também revelou o quanto sempre foi ligado ao pai, não apenas pela convivência próxima, mas por terem uma relação que foi além do laço familiar, marcada por admiração mútua e carinho. Foi Gilvan, inclusive, quem deu ao atacante o apelido que o consagrou no futebol mundial.
“Desde pequeno, sempre fui muito apegado ao meu pai. Foi ele quem me apelidou de Hulk.”
Por fim, o camisa 7 alvinegro brincou, afirmando que Gilvan deveria se tornar mascote do Atlético. "Tem que ser o Galo Doido e ele também", finalizou.
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH. Já atuou em diversas áreas do jornalismo, como assessoria de imprensa, redação e comunicação interna. Apaixonado por esportes em geral e grande entusiasta de games.



