Expectativa x realidade: este é o drama do Atlético na temporada de 2023
Torcedor ainda tem vivo na memória desempenho de dois anos atrás, mas qualidade é muito diferente

O Atlético viveu o maior ano da sua história em 2021, quando conquistou Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro na mesma temporada. E os frutos colhidos há dois anos ainda fazem parte da expectativa do torcedor atleticano, mas a realidade é muito diferente.
Everson; Mariano, Nathan Silva, Junior Alonso e Guilherme Arana; Allan, Jair, Zaracho e Nacho Fernández; Savarino (Keno) e Hulk. Este é um esquadrão para sempre, não só na história do Atlético, mas do futebol brasileiro.
A diferença de produção entre esse time de Cuca e o de Coudet é o ponto principal do momento atleticano. O torcedor não esquece o timaço quase imbatível. Os jogadores ainda carregam o encantamento de vestir a camisa alvinegra, que virou objeto de desejo pela estrutura oferecida pelo clube, com um centro de treinamentos de excelência e salários em dia, isso bancado pelos conselheiros que ajudam o clube.
O problema é que dos atletas que permaneceram, Everson e Hulk seguem mantendo o nível e são os craques do time de Coudet. Allan e Guilherme Arana sofreram lesões e são desfalques importantes pelo nível de futebol que entregam.
Mariano e Zaracho, por exemplo, fundamentais em 2021, fazem mais uma temporada muito abaixo do esperado.
Os reforços que chegaram são bons jogadores, mas não de primeira linha. Num time organizado e com muita entrega, o Galo briga por tudo. Na rota que segue, isso é apenas sonho.
Para piorar a questão da qualidade e rendimentos inferiores, o técnico Coudet ainda dificulta as coisas com um rodízio de atletas injustificáveis, com o destaque de um jogo não sendo garantia no seguinte, o que é fundamental até para a confiança do atleta.
A alegação do treinador é a questão física. O Palmeiras, de Abel Ferreira, teve o mesmo time nos 2 a 1 sobre o Corinthians, dia 30 de abril, no Allianz Parque, nos 2 a 0 sobre o Barcelona, em Guaiaquil, na última quarta-feira (5) e nos 5 a 0 diante do Goiás no último domingo (7), na Serrinha, em Goiânia.
No Galo, quem foi bem nos 2 a 1 sobre o Athletico-PR, dia 29 de abril, não teve presença certa diante do Alianza, dia 5 de maio, os dois jogos no Independência.
E Igor Gomes, que desencantou contra os peruanos, marcado os dois gols da vitória por 2 a 0 foi para o banco diante do Botafogo.
Coudet precisa responder com urgência: o problema está nos jogadores do Atlético ou na comissão técnica dele? O torcedor merece essa resposta.
Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro
