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Executivo do Atlético, Rodrigo Caetano tem história no Brasil de Pelotas; veja

Homem-forte do futebol no Galo, Rodrigo Caetano defendeu o adversário na Copa do Brasil e tem alerta a fazer aos jogadores

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Rodrigo Caetano defendeu o Brasil de Pelotas em 1999
Rodrigo Caetano defendeu o Brasil de Pelotas em 1999 • Arquivo Pessoal

Antes de se tornar um dos principais diretores executivos do futebol brasileiro, cargo este do qual foi um dos pioneiros no país, Rodrigo Caetano viveu inúmeras experiências com as chuteiras nos pés. Revelado pelo Grêmio, onde foi treinado por Evaristo de Macedo, o ex-meia-esquerda, bom de bola, estreou na equipe principal do Tricolor Gaúcho em 1989 e, posteriormente, acabou no Mogi Mirim-SP de Rivaldo e companhia.


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Com passagem por vários clubes, principalmente no Sul do país, o hoje "homem-forte" do Galo, que na tarde do último domingo (9) comemorou mais um Estadual em terras mineiras, viverá semana especial. Na quarta (12), o Alvinegro volta a campo e faz sua estreia na Copa do Brasil. O adversário, curiosamente, marcou a carreira do executivo, no tempo em que tentava se destacar dentro das quatro linhas.

"Em 1999, fui para o Brasil de Pelotas. No primeiro semestre estava no Náutico, pois naquela época se fazia contratos curtos, de seis meses, um ano... Joguei o Pernambucano, mas estava longe de casa e optei por voltar. Sempre tive um desejo enorme de jogar no Brasil-RS. É uma torcida única, diferente de tudo. É o único clube no Rio Grande do Sul que, no interior, o torcedor não torce para mais ninguém. São fiéis e têm representatividade. Cobram muito e criam um ambiente muito complicado para os adversários. Naquela época estava na Série C. Classificamos na primeira fase e fomos eliminados na segunda", conta Caetano à Itatiaia.

"Era um desejo que sempre tive, de viver essa sensação. Quem é gaúcho sabe que é uma experiência única, por causa da torcida Xavante. Fiquei até o final do ano e segui minha vida. Só tenho boas lembranças, apesar de dentro de campo não termos tido grandes êxitos. O clube tem uma história linda. Eu sei o que vamos enfrentar lá", afirma o executivo.

Ainda sobre a torcida do adversário na terceira fase do torneio nacional, Rodrigo Caetano, que completa 20 anos como executivo, revela que terá conversa especial com o grupo atleticano, para que não haja surpresas no jogo de volta.

"Vamos conversar internamente com os jogadores. Edenilson e Patrick, por exemplo, sabem como é. Os que não viveram a expeirência têm que se preparar, porque o ambiente é muito complicado para o adversário. Não há desrespeito, mas empurram demais o Brasil-RS. Tanto é que eliminaram a Ponte Preta, que vem sendo a grande equipe da Série A2 do Paulista, e ficou pelo caminho na Copa do Brasil. Vamos tentar fazer uma grande jogo", finaliza.

Atlético e Brasil-RS fazem o primeiro jogo da terceira fase da Copa do Brasil na quarta-feira (12), às 21h30, no Mineirão, em Belo Horizonte. O duelo de volta será no dia 26, também uma quarta, 19h30, no estádio Bento Freitas, em Pelotas.

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Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).