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Ex-zagueiro do Atlético, Kanapkis faz alerta sobre City Torque: ‘Um dos melhores’

Fernando Kanapkis acredita que os uruguaios ainda não jogaram a toalha na Copa Sul-Americana

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Respeitar o Montevideo City Torque e manter a mesma seriedade do duelo de ida em Belo Horizonte, para não deixar o Uruguai com uma eliminação inesperada na Copa Sul-Americana, é palavra de ordem no Atlético.

Em Montevidéu, cidade que receberá o segundo confronto, um ex-zagueiro do Galo e da Seleção do Uruguai acompanha de perto a situação dos dois times e faz alerta importante aos mineiros. Aos 60 anos, Fernando Kanapkis já viu os donos da casa virarem algumas disputadas, mesmo não tendo grande número de torcedores para apoiá-los.

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, direto da capital uruguaia, ele destrinchou o adversário do Alvinegro neste meio de semana e ponderou que, mesmo com a boa vantagem construída em casa, todo cuidado é pouco para Barba Domínguez e seus comandados.

“Sim, eu sempre estou vendo o Atlético. Eu falo que 3 a 0 é muito, mas se tivesse sido dois ou um… Esse time do City-Torque é um dos melhores que temos aqui no Uruguai, o que joga melhor o futebol. Melhor que Peñarol, Nacional, qualquer time grande. Esse time está jogando muito bem, por seu técnico, pelos jogadores que têm, pela harmonia que já adquiriram. E já reverteram alguns resultados adversos”, destacou Kanapkis.

“Então, não ficaria surpreso se esta partida de quarta fique 3 a 2 ou 3 a 1 para eles. É um bom time, que joga muito bem. Eu vi o jogo de ida em Belo Horizonte, e o Atlético foi muito inteligente. Tratou de pressionar, de quitar a bola. É um time de muitos bons definidores”, acrescentou.
Ainda para Kanapkis, o Estádio Centenário pode ser uma grande armadilha para o Atlético. Nele, o Torque derrotou o Cienciano-PER por 3 a 0, após perder o jogo de ida das quartas de final por 2 a 0, e avançou às semifinais.
“Este campo favorece o City-Torque, porque eles não têm pressão de torcida, não tem pressão. Vai ser um jogo que não vai ter muita gente, mas é um dos melhores, ou o melhor time que está jogando aqui no país”, iniciou o ex-dono da camisa 3.
“Internacionalmente, falta o gol, quando tem as chances, fazê-lo. E isso pesa. Mas não o vejo morto, porque já há antecedentesbons dele. Não contra um time tão importante como o Atlético, mas quando não há pressão (no estádio), está tudo em aberto”, finalizou. 

Kanapkis pelo Galo

Fernando Kanapkis defendeu o Atlético entre 1993/94 e disputou 27 partidas. Ele marcou um gol neste período.

O uruguaio fez parte do time que ficou conhecido como “SeleGalo”.
* A entrevista completa, em vídeo, será publicada na próxima quinta-feira (22), no YouTube (@itatiaiaesporte). 
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Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).

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