Belo Horizonte
Itatiaia

Ex-massagista do Atlético, Belmiro vive experiência inédita após aposentadoria

Bel, como é conhecido no meio do futebol, trabalhou por mais de 50 anos do Alvinegro

Por
Belmiro trabalhou durante 55 anos no Atlético • Arquivo Pessoal; Pedro Souza/Atlético

Um dos funcionários mais antigos da história do Atlético, o ex-massagista Belmiro viveu experiência inédita nessa quarta-feira (24). Na estreia do clube de coração na temporada, contra o Patrocinense, ele recebeu convite inusitado. Aposentado desde julho de 2023, após 55 anos de Galo, ele colocou todo o conhecimento futebolístico em prática. Mas em outra área.

A convite do amigo Batista, jogador do Alvinegro de 1985 a 1990, Bel foi até Patrocínio, cidade que recebeu o duelo, para acompanhar de perto os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari em ação, após 49 dias sem partidas oficiais. Por lá, foi convidado por uma rádio local para se arriscar como comentarista.

"Encontrei um repórter por lá. Ele disse que eu era o massagista mais querido da torcida e que seria um prazer me ter como comentarista do jogo. Rapaz, é muito diferente. Foram 55 anos dentro do campo e depois, do outro, falar do seu time... Foi uma experiência boa. No início fiquei um pouco nervoso, mas foi bem tranquilo. Eles gostaram e me agradeceram muito. Só me faltou a voz de locutor de FM", conta Belmiro à Itatiaia, em tom bem descontraído.

Durante a participação na Rádio Módulo, Bel engrossou o coro de Felipão, Paulinho e companhia. Para ele, o estádio Pedro Alves do Nascimento não apresenta gramado em condições de receber um jogo de tamanha importância no Estadual.

Doação importante

Na passagem por Patrocínio, Belmiro também fez contribuição importante. Ele conseguiu uma camisa autografada pelo atacante Hulk, que foi doada para a Casa do Idoso da cidade.

Despedida em 2023

O último jogo de Bel como massagista do Atlético foi no clássico com o América, disputado no Mineirão, em julho. Na ocasião, os jogadores vestiram camisa com patch especial, e a diretoria presenteou o "funcionário padrão" com uma placa.

“Tudo que eu tenho, eu cresci aqui dentro. Cheguei aqui quando tinha 18 anos. Tenho uma gratidão muito grande ao Atlético e à torcida. O Atlético é minha segunda casa e meus filhos são a torcida toda. É uma emoção muito grande”, disse na época.

“Não posso largar. Se eu largar o Atlético, eu morro. Pedi ao presidente para ter uma carta-branca para ir no CT, na Arena. Não vou perder os jogos do Atlético”, completou.

Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.

Por

Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais
Tópicos