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Estado concede anistia a Reinaldo, rei do Atlético, por perseguição durante a ditadura

Ex-jogador e ídolo alvinegro relatou à Comissão da Anistia perseguições sofridas na carreira por seu posicionamento político contrário ao regime; além do perdão, ele também será indenizado

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Reinaldo, ídolo do Atlético, durante a reunião em Brasília que definiu sua anistia
Reinaldo, ídolo do Atlético, durante a reunião em Brasília que definiu sua anistia

A Comissão de Anistia aprovou nesta terça-feira (2) o pedido de anistia política feito pelo ex-atacante Reinaldo, maior artilheiro do Atlético, reconhecendo oficialmente que ele foi perseguido durante a ditadura militar por suas manifestações públicas contra o regime.

Reinaldo - maior artilheiro da história do Galo, com 255 gols - era conhecido por sua habilidade fora do comum e também por comemorar gols com o punho esquerdo erguido, em protesto contra o racismo e como recado político contra a ditadura. O jogador afirmou à comissão ter sido alvo de retaliações diretas por causa de sua postura. Segundo ele, militares e dirigentes da antiga CBD o impediriam de disputar a final do Campeonato Brasileiro de 1977 pelo Galo. À época, o atacante já defendia eleições diretas e o fim do regime.

O ex-jogador também relatou que manteve a manifestação mesmo após um alerta do ditador Ernesto Geisel - que teria dito: “Jogue bola; deixe a política para a gente.” Na Copa de 1978, Reinaldo voltou a erguer o punho após marcar pela seleção brasileira, ato que, segundo ele, intensificou a vigilância e a pressão sobre sua carreira.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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