Diretoria do Atlético trabalhará pela saída pacífica de Coudet
Atlético quer a saída de Eduardo Coudet. Isso é um fato. E isso é consenso entre a diretoria do Galo

“O dia é de festa.” “Hoje não é dia pra isso.” “Hoje vamos comemorar.” Essas foram as frases utilizadas pela diretoria do Atlético após a vitória sobre o América e a conquista do tetracampeonato mineiro.
Mas já dizia Chico Buarque: “Amanhã vai ser outro dia…”
E esse novo dia será de negociação e tentativa de conciliação e encerramento do contrato do treinador.
O Atlético quer a saída de Eduardo Coudet. Isso é um fato. E isso é consenso entre a diretoria do Galo.
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Todos entendem que a confiança foi quebrada após a entrevista polêmica de quinta-feira, após a derrota para o Libertad-PAR na Libertadores. E não querem seguir com o técnico para o restante da temporada.
Os mandatários do Atlético se sentem injustiçados e traídos pelo técnico. Desrespeitados hierarquicamente. Mas, mais que isso, agredidos como companheiros de trincheira.
Os dirigentes do Atlético entendem que Coudet os responsabilizou de maneira injusta e desleal para tirar a sua responsabilidade do revés pela Libertadores.
Mas o final precoce do contrato não parece ser a vontade do técnico argentino.
Em entrevista ao repórter Cláudio Rezende, aqui na Itatiaia, Coudet disse que quer seguir seu trabalho. E fingiu nem lembrar do pedido para que fosse esquecida a multa rescisória.
A missão será dada ao diretor de futebol Rodrigo Caetano.
Caberá a ele convencer Eduardo Coudet a encerrar de forma pacífica e sem multa sua curta temporada no Galo.
Como diria o ditado do interior de Minas: “Olho furado não tem remendo”.
A missão de Rodrigo Caetano é dura! Ou convence Coudet a sair sem multa ou convence a diretoria a esquecer a infeliz coletiva de quinta.
E por tudo que ouvi, será difícil que a coletiva de quinta seja superada. Afinal, lembrando outro sucesso de Chico, o “pote tá até aqui de mágoa.” E a fala do técnico, para muitos no Galo, foi a “gota d’água.”
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