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Desafio de Paulinho em 2024 é não fazer do ano passado um instrumento de pressão

Atacante alvinegro teve um grande 2023, quando balançou as redes 31 vezes em 61 partidas

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Coluna do Alexandre Simões • Itatiaia

Desde 2017, quando estreou no time principal do Vasco, ainda com 17 anos, Paulinho nunca foi um atacante de muitos gols. Na carreira inteira, segundo o site ogol.com.br, são 47 bolas na rede em 180 partidas, o que dá uma média de 0,26 por partida.

Mas isso é fruto da temporada espetacular no ano passado, quando foi o goleador máximo do Atlético, superando até mesmo Hulk, com 31 gols em 61partidas, o que dá uma média de 0,50.

Antes do Galo na sua vida, Paulinho tinha portanto 16 bolas na rede em 115 jogos, pois ele já entrou em campo quatro vezes este ano ainda sem marcar. A média era de ,013, quase quatro vezes menor que a alcançada no ano passado com a camisa alvinegra.

Todos esses números mostram que Paulinho precisa fazer de 2023 um marco, não uma pressão.

O camisa 10 do Galo ainda não balançou a rede em 2024 e isso parece incomodá-lo. A impressão é de um Paulinho ansioso neste início de temporada.

E um desafio para o ótimo jogador alvinegro é justamente não fazer de 2023 uma pressão.

Os gols são a maior marca de um atacante, mas apesar de parecer contraditório, Paulinho não vive “apenas” deles. É um jogador com um repertório mais amplo.

Portanto, precisa sabem conviver com o ano passado. Encarar com naturalidade seu lado artilheiro, para que não corra o risco de comprometer as qualidades que carrega.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro