De 10% de chance a campeão: a campanha do Atlético no hexa do Mineiro
Galo bateu o América na decisão e conquistou o 50° título estadual, o sexto de maneira consecutiva

Maior campeão estadual de Minas Gerais, o Atlético conquistou, neste sábado (15), o 50° título do Campeonato Mineiro em sua história, sendo o sexto de maneira consecutiva. Apesar da campanha quase perfeita, em 2025, o Galo correu risco, até mesmo, de ficar fora das fases eliminatórias da competição.
Abaixo, a Itatiaia traz uma retrospectiva e relembra a trajetória do Atlético na conquista de mais um Campeonato Mineiro.
Início com as categorias de base
Neste ano, o Atlético optou por uma pré-temporada no exterior. Nesse sentido, em janeiro, o time profissional embarcou para dois amistosos nos Estados Unidos, e o Galo iniciou o Campeonato Mineiro com um time Sub-23, com a maioria dos atletas formados nas categorias de base.
Sob o comando do técnico Guilherme Dalla Déa, essa equipe alternativa fez os três primeiros jogos, com três empates diante de Aymorés (0 a 0) Democrata-GV (1 a 1) e Pouso Alegre (0 a 0).
Retorno do time principal e empate no clássico
Quatro dias depois de empatar com o Orlando City-EUA e encerrar a excursão nos Estados Unidos, o time principal do Atlético já estava em campo novamente, para o clássico contra o América, no Mineirão.
Nesse confronto, o time comandado por Cuca jogou melhor que o rival, mas esbarrou no encaixe defensivo americano, além de uma atuação de gala do goleiro, Jori, do Coelho.
No fim, o Atlético até contou com um gol do ídolo Bernard, mas amargou o quarto empate seguido na competição. Com quatro jogos restantes para o fim da primeira fase do Mineiro, o Galo teria que vencer seus compromissos (contra Villa Nova, Athletic, Cruzeiro e Itabirito), além de contar com combinações de resultados desfavoráveis aos seus concorrentes diretos no Grupo A (Betim, Tombense e Uberlândia).
Vale destacar ainda que, àquela altura do campeonato, depois da igualdade diante do América, o Atlético tinha apenas 10,4% de chance de ir à semifinal do torneio, de acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Vitória no superclássico e arrancada no fim
Com a “corda no pescoço” e a obrigação de vencer os quatro últimos jogos da fase inicial, o Atlético derrotou Villa Nova e Athletic, pelo placar mínimo e com dois gols de Hulk.
Depois desses triunfos, o adversário foi o Cruzeiro, num cenário adverso: torcida única da equipe celeste, no Mineirão, em Belo Horizonte.
Em um clássico marcado por polêmicas e pela expulsão precoce de Gabigol, do Cruzeiro, no primeiro tempo, Hulk foi, novamente, o craque do Galo. O camisa 7 anotou outros dois gols e sacramentou o resultado:
2 a 0 a favor do Alvinegro.
Após vencer o superclássico, Cuca e seus comandados chegaram à última rodada da fase classificatória dependendo apenas de suas próprias forças para irem à semifinal. Como já esperado, o Atlético goleou o Itabirito por 3 a 0 e se credenciou, matematicamente, para a próxima fase.
Classificação em segundo e desvantagem nas fases finais
Apesar de ter feito 16 pontos na primeira fase, com campanha melhor que as de Cruzeiro e América, por exemplo, o Atlético se classificou na segunda colocação do Grupo A, já que o Tombense estava na mesma chave e fez a mesma pontuação, mas levou vantagem no número de vitórias.
Por esse motivo, o Galo teve que conviver com a quarta melhor campanha das semifinais, de acordo com o regulamento. Com isso, teria a desvantagem de fazer a partida decisiva como visitante, tanto na semifinal, quanto numa eventual decisão.
Atropelo na semi e 19ª final seguida
Dono da quarta melhor campanha na fase classificatória, o Atlético enfrentou o Tombense na semifinal. O Gavião-Carcará até tinha a vantagem de fazer o segundo jogo nos seus domínios, mas mal incomodou o Galo durante os duelos.
No jogo de ida, no Mineirão, Hulk fez dois gols e sacramentou vitória por 2 a 0. Na partida de volta, o mesmo placar, com tentos de Rony e Roger Carvalho (contra). O duelo decisivo, inclusive, foi disputado na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, a pedido da equipe de Tombos.
Na final mais uma vez, o Alvinegro fez, em 2025, a 19ª decisão consecutiva no Campeonato Mineiro. A última vez que o Atlético ficou de fora da final foi em 2006. O adversário desta temporada foi o América, que despachou o Cruzeiro.
Facilidade na final e hexacampeonato
Na final, contra o América, o Atlético teve grande facilidade. No primeiro jogo, no Mineirão, em Belo Horizonte, Cuca e seus comandados venceram o Coelho por 4 a 0, com gols de Guilherme Arana, Lyanco, duas vezes, e Rony.
Na partida de volta, que também foi disputada no Gigante da Pampulha, o América venceu o Galo por 1 a 0, mas não conseguiu evitar o hexacampeonato alvinegro.
Números gerais do Galo no Mineiro
- 12 jogos;
- 7 vitórias;
- 4 empates;
- 1 derrota;
- 17 gols marcados;
- 3 gols sofridos;
- 69,4% de aproveitamento
Jornalista pela PUC Minas, Filipe Sodré é repórter multimídia no portal Itatiaia Esporte. Antes, passou por LANCE! e Esporte News Mundo. Tem experiência na cobertura esportiva diária, além de vídeos e podcasts.



