Cruzeiro x Atlético: Coudet carrega favoritismo para espantar 'fantasma' em clássicos no Brasil
Treinador argentino não venceu nenhum Grenal enquanto dirigiu o Internacional de Porto Alegre

Com quatro vitórias e 100% de aproveitamento desde que assumiu o Atlético, Eduardo Coudet tem pela frente o maior desafio na breve passagem pelo clube. Na próxima segunda-feira (13), às 20h, no Independência, ele comanda o alvinegro contra o Cruzeiro e tenta o primeiro triunfo em um clássico brasileiro.
Assim como vem agradando a torcida do Galo, o argentino deixou boa impressão no Internacional, tanto que deixou a equipe na liderança do Campeonato Brasileiro antes de pedir demissão para assumir o Celta de Vigo. No entanto, os colorados têm como um ponto de crítica os insucessos vividos em seis partidas contra o Grêmio.
"O trabalho dele foi muito bom, mas tem um asterisco muito grande que o Grenal. No máximo, ele conseguiu empatar o Grenal. Durante a passagem dele, o fato dele não vencer o Grêmio era usado como uma crítica muito forte ao trabalho dele aqui em Porto Alegre", explica o jornalista Jeremias Wernek, do Jornal Zero Hora, de Porto Alegre.
"Era um Grêmio em transformação. Isso pesou muito na imagem do Eduardo Coudet perante boa parte da torcida do Internacional. Isso tem muita influência. Vencer clássico é muito importante. Aqui em Porto Alegre a rivalidade é muito grande e a passagem do Eduardo Coudet tem o asterisco dele não ter vencido um Grenal", completou.
Eduardo Coudet disputou seis jogos contra o Grêmio enquanto ainda comandava o Internacional. Ao todo, foram quatro derrotas e dois empates. Os jogos foram válidos pelo Brasileirão, Campeonato Gaúcho e Copa Libertadores.
Favoritismo
Com o elenco mais qualificado e melhor desempenho em relação ao rival neste início de temporada, o Atlético carrega favoritismo para o clássico com o Cruzeiro, que tem apenas uma vitória nas quatro primeiras rodadas do Campeonato Mineiro.
Após a vitória convincente sobre o Democrata de Sete Lagoas, Eduardo Coudet foi perguntado sobre o retrospecto ruim que teve nos Grenais. O treinador argentino lembrou que deixou o Internacional na liderança do Campeonato Brasileiro e disse que essa realidade é uma exceção ao longo da carreira como técnico e jogador.
"Encaro todos os clássicos da mesma maneira. Vamos tentar ganhar como cada partida, mas sabendo que é uma partida diferente. Vamos enfrentar dessa maneira. Ganhei muitos clássicos em outras equipes que estive, mas não tive a possibilidade com o Inter de ganhar um clássico. Mas deixei a equipe líder do Brasileirão, disse.
"Vamos nos preparar da melhor maneira e sempre digo que o mais importante é que a gente transmita do lado de dentro e o torcedor se sinta identificado com o que vê da equipe", completou.
