Consultor de acessibilidade fala sobre trabalho de inclusão da Arena MRV
Desafio do Atlético é quebrar barreiras na convivência harmônica de todos os torcedores

Com essa preocupação constante, o estádio também conta com outros profissionais PcD’s para orientar o público em geral para, por exemplo, não assistir aos jogos de pé em áreas de circulação, o que atrapalharia a visão de pessoas com deficiência.
Confira a entrevista:
Qual trabalho você vai exercer na Arena MRV?
“Eu vou definir estratégias para acessibilidade e atendimento ao público com deficiência. Mesmo que a Arena MRV seja o estádio mais inclusivo da América Latina, do ponto de vista arquitetônico, o meu trabalho é desenvolver um eixo da acessibilidade, que se chama “acessibilidade programática”, o planejamento, motivo de cada acesso, desenvolver a operação ao atendimento para o público com deficiência, quebrar algumas barreiras de atitude e convivência, melhorar a experiência desse público”.
Quais são as suas impressões sobre a acessibilidade da Arena MRV nesse primeiro ano de operação?
“Arena MRV é perfeita no quesito acessibilidade, do ponto de vista arquitetônico, dentro de todos os padrões. É uma arena muito acessível. Mas ainda precisamos sempre trabalhar na questão de operação, para seguir dando bom acolhimento aos PCD’s”.
Fale um pouco da sua experiência na área.
“Tenho experiência já de 10 anos de mercado de eventos, ajudando na acessibilidade de grandes eventos de 30 a 40 mil pessoas, em estádio de futebol, trabalhei como consulto de acessibilidade no Mineirão, com foco nessa quebra de barreira, e fiz parte do desenvolvimento do camarote do público com autismo. Então, considero que tenho um estofo dentro de estádio de futebol. Agora, venho realizar meu sonho, como atleticano, atuando aqui na Arena MRV”.
Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).



