Bracks explica 'modus operandi' do Atlético para contratar reforços
Dirigente destacou como o clube aproveita ‘oportunidades de mercado’ para reforçar o elenco

Paulo Bracks, vice-presidente de futebol do Atlético, explicou, durante jogo-treino na Arena MRV, em Belo Horizonte, nessa quarta-feira (8), o modus operandi do clube para contratar reforços.
O dirigente destacou que atletas considerados “oportunidades de mercado” não são jogadores “em fim de linha” e exemplificou movimentos do Alvinegro que são considerados deste tipo.
"É bom esclarecer isso. Oportunidade de mercado não é jogador em fim de linha, não é fim de feira. Por exemplo, uma oportunidade de mercado que tivemos e deu certo foi o Ruan Tressoldi. O Ruan era um atleta emprestado ao São Paulo, que tinha opção de compra, e não ia exercer essa opção de compra. O clube italiano (Sassuolo) não ia reintegrar o jogador, por limitação de estrangeiros”, iniciou.
“Ele (Sassuolo) ia fazer o reempréstimo. O jogador tinha feito uma artroscopia no joelho, ou seja, ia demorar um curto período para se recuperar, tanto que faz exames em outro clube brasileiro, que não o aguarda”, continuou em entrevista à Galo TV.
O Atlético anunciou, no dia 17 de junho, a contratação em definitivo de Ruan Tressoldi junto ao Sassuolo-ITA. O jogador de 27 anos assinou contrato com o Galo, válido até 2030.
“A gente, nesse movimento, acredita que esse atleta, prospectado pelo nosso departamento, poderia fazer esse movimento de mercado dar certo. Hoje é um atleta que está consolidado, efetivamos a compra. Naquela época foi um movimento gratuito, de um atleta que não poderia jogar de imediato”, avaliou Paulo Bracks.
Outros reforços bem avaliados
Na sequência, o vice-presidente de futebol destacou outros dois jogadores que foram contratados como oportunidades de mercado: Renan Lodi e Victor Hugo.
O dirigente revelou como foram as tratativas para acertar a contratação do lateral-esquerdo, que já defendeu a Seleção Brasileira.
“Outra oportunidade de mercado é o Renan Lodi, que é um atleta que deveria estar na Seleção Brasileira. E nesse próximo ciclo de Seleção, ele precisa estar. Era um jogador que estava desvinculado do clube dele na Arábia Saudita (Al-Hilal), que a gente não teria condição de contratar ele na Arábia, porque era uma transferência superior a 15 milhões de euros”, revelou.
“Era um jogador que estava em casa após um litígio com o clube, estava livre. A gente apresenta o projeto, ele compra esse projeto, a gente supera um concorrente local e trouxemos o jogador”, apontou o dirigente.
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Sobre Victor Hugo, Bracks classificou o meio-campista como um atleta de “muito potencial” e também detalhou como foram as conversas para contratar o jogador.
“Outra oportunidade é o Victor Hugo. Ele é um atleta que não integrava o elenco do Flamengo, que empresta para o Santos, com uma opção de compra. A gente descobre que o Santos não ia exercer essa compra. A gente apresenta o projeto para o jogador, fecha com o jogador, com o Flamengo, com o Santos. É um atleta que tem muito potencial”, finalizou.
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.






