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Atlético: Scarpa busca primeiro gol contra o Flu, de onde saiu em litígio

Meia é um dos destaques do Galo na temporada e tenta quebrar jejum contra primeiro clube onde teve destaque na carreira

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Gustavo Scarpa faz grande temporada com a camisa do Atlético • Pedro Souza/Atlético

Com a camisa do Atlético, Scarpa jogou duas vezes contra o Fluminense, ambas pelo Brasileirão. No turno, o Galo buscou o empate por 2 a 2 após estar em desvantagem de dois gols. No returno, o Tricolor venceu por 2 a 0 no Mineirão.

O reencontro será nesta quarta-feira (18), no Maracanã, às 19h (horário de Brasília). O Galo enfrenta o Fluminense pela ida das quartas de final da Copa Libertadores.

Saída polêmica

Em dezembro de 2017, Scarpa entrou na Justiça contra o Fluminense e pediu a rescisão do contrato por causa do atraso de salários e direitos de imagem. Ele cobrava judicialmente R$ 9,2 milhões do clube tricolor.

Após ter o primeiro pedido de rescisão negado, em 12 de janeiro de 2018, Scarpa entrou com um mandado de segurança em segunda instância e deixou o clube carioca.

No dia 15 de janeiro, ele foi anunciado como reforço do Palmeiras, mas a liminar foi cassada pelo TRT dois meses depois.

Scarpa ficou sem jogar até o fim de junho, quando conseguiu sair do Fluminense com um habeas corpus concedido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A partir daí, ele voltou ao Palmeiras.

Acordo

Em outubro de 2018, a polêmica teve fim. O Fluminense anunciou um acordo com Scarpa e Palmeiras e encerrou a longa batalha judicial. Para ficar com o jogador, o clube paulista efetuou um pagamento ao Tricolor.

Pouco depois do acordo, Scarpa concedeu entrevista à ESPN e disse que se sentia um escravo no Fluminense. Leia abaixo.

"Como eu disse numa nota que soltei no Instagram, eu nunca quis sair do Fluminense assim. Minha história lá na base, de superação, é muito legal, muito maneira, mas eu tinha que pensar na minha carreira. O Fluminense estava me tratando com total desprezo, e foram tentadas inúmeras vezes para negociar. Eu nunca abri a boca para nada, nunca pedi para sair. O Palmeiras já tinha feito proposta em dois anos, o Fluminense recusou, depois ofereceram jogador, e o Fluminense recusou de novo. Eu me sentia um escravo, porque os caras não me pagavam e não me deixaram sair", disse.

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Túlio Kaizer é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte e tem grande experiência no digital. Foi setorista dos três grandes clubes do futebol mineiro: América, Atlético e Cruzeiro. Cobre também basquete, vôlei, esportes americanos, esportes olímpicos e e-sports.

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