Atlético comemora aniversário de 115 anos do primeiro jogo de sua história
Em 21 de março de 1909, o Galo venceu o Sport Club por 3 a 0, com gols de Aníbal Machado, o Pingo, Zeca Alves e Mario Neves

O Atlético relembrou, nesta quinta-feira (21) o aniversário de 115 anos da primeira partida de sua história. No dia 21 de março de 1909, o Galo venceu o Sport Club por 3 a 0. Aníbal Machado, o Pingo, Zeca Alves e Mario Neves, filho de Alice Neves, marcaram os gols do confronto.
O duelo foi disputado em um campo que se localizava próximo ao Terminal Rodoviário de Belo Horizonte. Atualmente, onde era o terreno baldio que recebeu a partida está o prédio da 1ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), ao lado direito da Praça Rio Branco.
A escalação da estreia, de acordo com o blog O Canto do Galo, foi composta por: Eurico Catão, Mauro Brochado e Leônidas; Raul Fraccaroli, Mario Toledo e Hugo Fraccaroli; Margival, Mario Neves, Zeca Alves, Aníbal Machado e Benjamin Moss. Técnico: Chico Neto.
Na época, os estudantes eram responsáveis por formar os times em diversas regiões da capital mineira. O Sport Club, inclusive, foi o primeiro time a ser fundado em Belo Horizonte.
Primeiro gol da história do Atlético
O primeiro jogador a balançar as redes com a camisa do Atlético foi Anibal Machado, também conhecido como Pingo. Na época, o jogador que nasceu em Sabará tinha apenas 14 anos. Diante do mesmo Sport Club, nas duas partidas seguintes, Pingo marcou mais dois gols nas vitórias por 2 a 0 e 4 a 1.
Em 1909, o Galo disputou somente estas três partidas. A derrotas fizeram com que o adversário decretasse o encerramento de suas atividades.
Trajetória do primeiro artilheiro
Anibal Machado se mudou de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro para concluir seus estudos. Posteriormente, retornou à capital mineira por quatro anos. Pingo concluiu o curso de direito em 1917 e se mudou para Aiuruoca, onde assumiu um cargo de promotor público.
A mudança definitiva para o Rio de Janeiro ocorreu em 1923. Na época, Anibal assumiu como promotor-adjunto do Distrito Federal, depois de Artur Bernadres tomar posse como presidente do Brasil. Porém, em 1930, precisou renunciar o cargo devido à participação de seu irmão, Cristiano Machado, na Revolução.
A carreira do primeiro artilheiro se consolidou na literatura. Anibal Machado é conhecida por obras como Viagem aos seios de Duília, Tati, a garota, A morte da porta-estandarte e O telegrama de Ataxerxes.
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Jornalista em formação na UFMG. Apaixonado por futebol e esportes em geral.



