Belo Horizonte
Itatiaia

Atlético: Caetano comemora aumento do limite de estrangeiros e aprova punição por racismo

Diretor de futebol lembrou que o Galo teve oito jogadores nascidos fora do país em 2021

Por
Rodrigo Caetano representou o Atlético no Conselho Arbitral
Rodrigo Caetano representou o Atlético no Conselho Arbitral • Rafael Ribeiro / CBF

Representante do Atlético no Conselho Técnico da Série A Campeonato Brasileiro, nessa terça-feira (15), Rodrigo Caetano aprovou as mudanças definidas na reunião entre os clubes. O diretor de futebol do Galo comemorou o aumento do limite de estrangeiros relacionados para as partidas das competições nacionais.

Agora, as equipes poderão contar com sete jogadores nascidos fora do país nos jogos do Brasileirão e Copa do Brasil. Neste momento, o alvinegro tem Pavón, Zaracho e Eduardo Vargas no elenco. Mauricio Lemos e Renzo Saravia já estão em Belo Horizonte e vão ser reforços para a temporada, mas ainda não foram anunciados.

"A questão do limite de estrangeiros foi aprovada por unanimidade por uma questão de entendimento de todos os clubes de que o futebol brasileiro é um mercado que consome muito esses jogadores sul-americanos. Muitas vezes isso é menos oneroso do que fazer transferências interestaduais. No Galo mesmo, tivemos oito atletas estrangeiros em 2021. É uma medida de abertura de mercado. Poder ter os sete estrangeiros nos dá uma possibilidade de uma visão maior ao mercado", disse em entrevista exclusiva à Itatiaia.

Enquanto o aumento do limite de estrangeiros foi colocado para votação e aprovado por unanimidade entre os clubes, a implementação de punições esportivas foi imposta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Mesmo sem a consulta, Rodrigo Caetano disse que o Atlético concorda com o rigor para punir os crimes cometidos.

"Racismo foi uma imposição que o Atlético acompanha e também preza por essa punição. O Galo sempre teve uma preocupação educacional do seu torcedor. Primeiro que ele saiba isso é crime. E, ao praticar esse crime, ele traz consequências para seu clube do coração. Infelizmente estamos em um país em que somente através da lei se chega até a educação. Faço um apelo para que o nosso torcedor jamais pratique atos de racismo. Não só por serem torcedores do Galo, mas por ser um crime", concluiu.

Por

Hugo Lobão é repórter multimídia do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, passou por Hoje Em Dia, Record e Globo Esporte. Amante de esportes olímpicos.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais