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Atlético: bastidores da volta de Lyanco revelam choro e resenha com Hulk

Camisa 13 do Galo ficou fora de ação por cinco meses devido a uma ruptura no tendão de Aquiles esquerdo

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Lyanco, zagueiro do Atlético
Lyanco, zagueiro do Atlético • Reprodução / GaloTV

A GaloTV publicou um mini documentário mostrando os bastidores da recuperação de Lyanco na noite desta sexta-feira (20). O zagueiro do Atlético entrou em campo na última quarta-feira (18), na vitória sobre o São Paulo, após cinco meses.

Foi um susto muito grande. Eu cheguei no vestiário e o doutor já veio me ver e falou ‘Vamos ver quando será a cirurgia’. Eu comecei a chorar.

Lyanco, zagueiro do Atlético.

Lyanco passou por cirurgia em 10 de outubro e, desde então, ficou um tempo em casa com bota ortopédica, limitado para fazer atribuições cotidianas.

“Uma das maiores dificuldades que temos após a cirurgia no tendão de Aquiles é restabelecer a ativação muscular do músculo da panturrilha, que se conecta com o tendão que foi reconstruído na cirurgia", explicou Guilherme Fialho, coordenador de fisioterapia do Atlético.

Dois meses após a cirurgia, Lyanco pôde começar a tirar a bota e apoiar o pé no chão.

“Estava muito ruim. Inchado. Tive medo de não conseguir voltar a pisar e correr. Graças aos fisioterapeutas e aos doutores, iam me passando confiança, falando que era normal tudo aquilo que estava acontecendo. A forma que estavam o meu pé e o meu tendão. A partir daquele momento comecei a fazer um pouco mais de fisioterapia. Foram dias tensos e preocupantes. O jogador que se machuca quer logo voltar. Para mim era difícil, porque não podiam me falar, era tempo indeterminado", contou Lyanco.

Resenha

No decorrer do vídeo, aparece Lyanco voltando a correr na esteira na Cidade do Galo. Companheiros de time foram até o zagueiro e brincaram com o defensor. Veja o diálogo:

  • Bernard: “Eu vi ontem minha mãe correndo lá em casa nessa velocidade, na esteira lá de casa.”
  • Ruan Tressoldi: “Minha avó fazia fisioterapia nessa velocidade.”
  • Hulk: “Você chama isso de trabalho. Você é um babaca, seu moleque do caralho.”
  • Bernard: “Depois é na piscina, com aquelas boias.”
  • Lyanco: tampa os ouvidos

“Eles me conhecem um pouco. As brincadeiras acabam sendo um pouco de zoeira, justamente que fico meio nervoso com a situação. Eu só tenho a agradecer também aos meus companheiros, que desde o início, alguns ainda mais. O Bernard foi ao hospital logo quando operei. O Maycon está quase 24 horas comigo lá em casa. O próprio Hulk. Todos me deram palavras de apoio", disse Lyanco.

Avanço rápido na recuperação

Lyanco contou que ouviu dos médicos e dos fisioterapeutas que seu retorno aos gramados poderia se dar possivelmente após a Copa do Mundo. Mas a estimativa de tempo foi encurtando conforme a evolução do jogador. No início de março, o defensor foi liberado pelo departamento médico e voltou a participar de atividades com bola.

“Se eu fosse voltar antes de iniciar a reabilitação, eu dificilmente falaria que ele voltaria a treinar e a jogar em alta performance em tão pouco tempo. Acho que isso tudo é fruto da dedicação do atleta. A vontade do Lyanco de querer voltar, de querer estar com o time, voltar a treinar e principalmente de estar em alta performance, fizeram toda a diferença", afirmou Fialho.

O camisa 13 contou, porém, que, embora o período tenha parecido curto, para ele foi longo.

“Foi muito difícil em casa com meus filhos perguntando 'Papai, quando você joga?' E eu sem saber o que responder. A minha esposa também me vendo em casa triste. Mas só tenho a agradecer aos fisioterapeutas, os doutores, pela paciência que tiveram comigo. A Michele, psicóloga, principalmente. Eu ia quase todos os dias na sala dela falar o que estava acontecendo. Vai um pouco a mais do que só a parte física. Vai a parte mental também de ficar esse período fora. Perder uma final de Sul-Americana. Perder um início de um ano...", disse o atleta.

A volta

O defensor foi acionado pelo treinador Eduardo Domínguez aos 41 minutos do segundo tempo do jogo contra o São Paulo, na última quarta-feira, na Arena MRV, pela sétima rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

No momento em que Lyanco se preparava para entrar em campo, Hulk passou a braçadeira de capitão ao zagueiro. Ao final da partida, Lyanco foi às lágrimas.

“Eu confesso que estava ansioso. Quem está convivendo comigo no dia a dia sabe o quanto eu estava querendo isso. Para mim, tinha passado até da hora. Mas Deus sabe o que faz. Estou muito feliz. Voltar a jogar, a vencer, na Arena, Hulk, o que ele fez ali também. Gratidão demais. Tudo que vivi nesse período só me fez ser mais Galo ainda. Eu, como torcedor do lado de fora, aprendi a me apaixonar mais ainda por isso aqui. É um sentimento único", finalizou o jogador.

PorRômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.