Astro do Atlético, Hulk revela qual foi o pior momento da carreira
Craque do Galo diz que até hoje não consegue explicar passagem marcante negativamente em sua vida

"Sem dúvidas foi o pior momento, falando na parte futebolística, falando assim como profissional, o pior dia. Eu te juro que, quando começou o jogo, a gente até começou bem, quase que fizemos 1 a 0, e depois chega 1 a 0 pra Alemanha, 2 a 0, 3 a 0", disse Hulk.
"Eu ficava olhando e pensando: 'Estou tendo algum pesadelo, isso aqui não tá acontecendo'. Chegamos tão confiantes para o jogo, principalmente depois do jogo da Copa das Confederações. Era no Brasil, era uma seleção que estava sendo montada, tudo isso, estava na final contra a Espanha, fez um grande jogo, 3 a 0. Chegamos para essa Copa do Mundo muito motivados e confiantes para fazer uma grande Copa no nosso país. Quando aconteceu dos 5 a 0, no intervalo do jogo, um olhava para o outro, tentando entender o que estava acontecendo", completou.
"O Felipão até falou: 'Vamos voltar lá, tentar minimizar o máximo, é o que a gente pode fazer'. No final da partida, todo mundo chorando, ninguém queria pegar o celular. Lembro que eu não tinha coragem de pegar o telefone, só ficava no meu canto chorando, tentando entender. Foi difícil, até hoje não conseguimos explicar aquele jogo", concluiu.
7 a 1
Um dos maiores vexames da história do esporte completou, em 2024, dez anos. Há uma década, a Alemanha atropelou o Brasil dentro do Mineirão, em Belo Horizonte, por 7 a 1, e garantiu vaga na final da Copa do Mundo. Poucos dias depois, o time comandado por Joachim Löw conquistaria o tetra em cima da Argentina, no Maracanã, por 1 a 0, com gol salvador de Mario Götze.
Em um confronto marcado por quebra de recordes e um “apagão” histórico da Seleção Brasileira, a Alemanha chocou o mundo e, em alguns momentos, parecia ter tirado o pé. O inesquecível 7 a 1, inclusive, teve a sequência de gols mais rápida da história.
Entre o terceiro e o quarto gol, Toni Kroos marcou duas vezes em 69 segundos, além dos alemães terem balançado as redes quatro vezes em seis minutos, dos 23' aos 29' do primeiro tempo.
Na semifinal daquela Copa, o Brasil sofreu a maior goleada de um país-sede na história da Copa do Mundo. Em 1954, a anfitriã Suíça perdeu por 7 a 5 para a Áustria, mas com diferença de gols menor do que na derrota registrada pelo Brasil.
Brasil 1x7 Alemanha
Brasil
Júlio César; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo e Fernandinho (Paulinho); Bernard, Oscar e Hulk (Ramires); Fred (Willian). Técnico: Luiz Felipe Scolari (Felipão)
Alemanha
Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker) e Höwedes; Schweinsteiger e Khedira (Draxler); Müller, Kroos e Özil; Klose (Schürrle). Técnico: Joachim Löw
- Data: 8 de julho de 2014, terça-feira
- Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
- Horário: 17h (de Brasília)
- Motivo: semifinal da Copa do Mundo
- Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
- Assistentes: Marvin Torrentera (MEX) e Marcos Quintero (MEX)
- Cartão amarelo: Dante (Brasil)
Gols:
Brasil: Oscar, aos 44 minutos do segundo tempo
Alemanha: Müller, aos dez, Klose, aos 22, Toni Kroos, aos 23 e aos 25, e Khedira, aos 28 minutos do primeiro tempo; Schürrle, aos 23 e aos 33 minutos do segundo tempo
Túlio Kaizer é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte e tem grande experiência no digital. Foi setorista dos três grandes clubes do futebol mineiro: América, Atlético e Cruzeiro. Cobre também basquete, vôlei, esportes americanos, esportes olímpicos e e-sports.



