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Ao lado do novo comandante, chegam os auxiliares João Paulo Cavalcanti e José Roberto Lucini, que passam a integrar a comissão técnica da equipe.
Alex chega com a missão de reorganizar o clube para as disputas da
Pela Segunda Divisão, o primeiro compromisso ocorrerá em março, diante da Ponte Preta, em data e horário a serem confirmados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Na apresentação, Alex destacou a identificação com o projeto do clube e revelou surpresa positiva com o contato da diretoria. Segundo ele, a conversa com os dirigentes pesou mais do que o fato de trabalhar novamente em Minas Gerais.
“Acredito que o trabalho que fiz no Operário-PR se encontrou com o que eles (diretoria) pensam. O que eles pensam se encontram dentro do que acredito. Devido a isso chegamos a um acordo. Ser em Minas Gerais foi uma coincidência positiva, o que pesou foi a conversa com os dirigentes do Athletic”.
O treinador afirmou que o momento exige união após o descenso do Estadual e pediu o apoio da cidade para reconstruir a confiança ao longo do ano.
“Não é o meu objetivo e sim do clube. O momento é delicado. O time acabou de ter o descenso no estadual, o que deixa todos tristes. A gente precisa da ajuda da cidade e do torcedor para que ao longo do ano a gente consiga resgatar o que construímos.”, afirmou.
Reformulação e ajustes no elenco
Alex reconheceu que ainda conhece pouco do grupo e indicou mudanças no elenco. Alguns jogadores devem sair, enquanto a diretoria busca reforços. Ele ressaltou que a troca no comando técnico representa a tentativa de renovar o ambiente e criar novos estímulos dentro do vestiário.
“Quando se troca um treinador é porque quem está no comando acredita que uma troca possa mudar os ares, surgir novos ânimos e alguma melhora. Chegamos a dois dias, alguns jogadores foram anunciados. A diretoria trabalha atrás de outros nomes. Alguns jogadores vão acabar saindo”, pontuou.
O treinador afirmou que trabalhará com planejamento semana a semana, com foco imediato no duelo pela Copa do Brasil.
“Temos a Copa do Brasil na próxima semana, muitos jogadores que não chegam para quarta”, disse o técnico.
Trajetória como treinador
Alex iniciou a carreira à beira do campo nas categorias de base do São Paulo, em 2021. Em 88 jogos, ele somou 51 vitórias, 18 empates e 19 derrotas, além do vice-campeonato do Brasileiro Sub-20.
Em 2023, Alex assumiu o Avaí e acumulou seis vitórias, quatro empates e oito derrotas. No mesmo ano, o técnico seguiu para o Antalyaspor, da Turquia. Ídolo do Fenerbahçe como jogador, o ex-meia enfrentou dificuldades administrativas no novo desafio e registrou oito vitórias, quatro empates e nove derrotas em 21 partidas.
De volta ao Brasil em 2025, o “Talento Azul” comandou o Operário-PR na Série B. Assumiu o time na 15ª colocação e encerrou a competição em 12º lugar. Ao todo, foram oito vitórias, 11 empates e 11 derrotas em 30 jogos. Alex deixou o clube em 17 de janeiro após resultados ruins no Campeonato Paranaense.
Como jogador
Já como atleta, Alex atuou de 1995 a 2014. Ele vestiu as camisas de Coritiba, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro e Fenerbahçe-TUR. Foram 122 partidas oficiais pelo Cruzeiro em duas passagens, em 2001 e de 2002 a 2004.
O “Talento Azul” marcou 64 gols e conquistou quatro títulos com a camisa celeste: Campeonato Brasileiro (2003), Copa do Brasil (2003) e Campeonato Mineiro (2003 e 2004).
Alex também atuou pela Seleção Brasileira, de 1998 a 2005. Foram 49 jogos, 12 gols e dois títulos: as Copas Américas de 1999 e 2004.