Alencar da Silveira Júnior, ex-presidente do
O ex-dirigente americano detalhou como foi a chegada de Paulo Assis ao clube e momento de cobrança aos jogadores após a demissão do técnico Enderson Moreira.
“Teve uns problemas ali internos, que a gente viu que não vingou. Aí, quando eu estava na cidade de Boston, me ligaram e falei: ‘Olha com o Salum e toca’. Trouxemos o Paulo Assis de volta, trouxemos o Valentin e tocou para frente. O que eu tinha que fazer era só cobrar. Foi o que eu cobrei. Cheguei perto dos jogadores, mandei para aquele lugar, briguei com todo mundo, falei: ‘Vocês que têm que me provar agora que vocês são capazes, que tem que sair isso aí”, disse.
Adiante, Alencar expôs a situação em que foi chamado ao centro de treinamentos do clube para desmobilizar uma greve dos atletas por salários em atraso.
“Eu não quero mais ser chamado para: ‘Olha, nós estamos com dois dias de greve, nós vamos fazer greve, nós não vamos descer para treinar, você vem cá porque está com dois dias de atraso de pagamento’. Eu nunca vivi isso com elenco nenhum”, revelou Alencar.
Explicou finanças do América no ano
Na sequência, o antigo mandatário do Coelho explicou as finanças do clube ao longo do ano e contou que precisou recorrer a empréstimos para manter as folhas salariais em dia.
“Olha que nós tivemos situação pior, que a gente teve que ajudar, que a gente teve que buscar empréstimo fora, como a gente fez dessa vez. Conseguimos recursos para pagar abril, para pagar maio, para pagar junho, é difícil fazer futebol. Esse ano foi mais difícil ainda. Foi o mais difícil em todos os anos que eu dirigi o América”, afirmou o ex-dirigente.
Alencar também detalhou que o América tinha como receita mensal valores na ordem de R$ 1,6 milhão e despesas orçadas em R$ 3,2 milhões.
“Chegou uma hora que você tava recebendo um milhão e seiscentos mil (reais), com um contrato bizarro e muito ruim da série B. Televisão foi um fracasso. Financeiramente foi 12 milhões, o contrato”, iniciou.
“Só sei que na final das contas dava, com contrato, patrocinador, com toda a arrecadação nossa, a gente tinha um milhão e seiscentos (de receitas), para pagar três milhões e duzentos”, continuou.
“A conta não fechava, tivemos que buscar dinheiro emprestado, tivemos que colocar (dinheiro). No início do campeonato, eu deixei claro, porque eu não tenho, eu não preciso esconder nada de ninguém da torcida americana, de ninguém da imprensa. A situação estava difícil”, encerrou Alencar da Silveira Júnior.