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Atacante do Operário chora ao denunciar racismo de torcedor do Vila Nova na Série B

Hildeberto Pereira acusa homem que estava na arquibancada do Estádio OBA, em Goiânia, de tê-lo chamado de 'macaco'

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Hildeberto Pereira, do Operário, acusa torcedor do Vila Nova de racismo
Hildeberto Pereira, do Operário, acusa torcedor do Vila Nova de racismo • Reprodução/Disney+

O atacante Hildeberto Pereira, do Operário, denunciou um torcedor do Vila Nova de ter cometido racismo no duelo desse sábado (18), pela Série B do Campeonato Brasileiro. O jogador nascido em Cabo Verde chorou ao acusar um homem presente na arquibancada do Estádio OBA, em Goiânia, por tê-lo chamado de 'macaco'.

"Ele me chamou de macaco, ele me chamou de macaco e fez o gesto", afirmou o jogador.

Hildeberto Pereira discutiu com torcedores do Vila Nova após o caso. No momento da confusão, objetos foram atirados do campo para arquibancada e vice-versa.

O jogador cabo-verdiano foi levado pela Polícia Militar para prestar depoimento sobre o caso. Depois, o torcedor acusado pelo atleta foi identificado pela facial do Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga.

Vice-presidente do Vila Nova, Hugo Souza Bravo prometeu ajudar Hildeberto Pereira para punir o torcedor.

"Estou extremamente magoado e envergonhado com o que aconteceu. Nós não vamos admitir este tipo de comportamento aqui na nossa casa", disse o dirigente, ao lado de Hildeberto Pereira.

Posicionamento do Vila Nova-GO

Na manhã deste domingo (19), o Vila Nova-GO se posicionou sobre o ocorrido e repudiou o ocorrido com o atacante Berto. O clube informou, em nota oficial divulgada nas redes sociais, que o suspeito de ofender o jogador do Operário-PR foi identificado pelas imagens do sistema interno de segurança do estádio. Segundo o Vila Nova, as autoridades já foram informadas.

"O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência.

Esta instituição, em toda a sua história, combateu qualquer forma de ato discriminatório e, no caso específico da racial, sempre realizou campanhas ativas de prevenção, seja nas camisas dos atletas e nos estádios, no alambrado, de forma sonora, telões e nas campanhas sociais.

A denúncia de injúria racial feita pelo atleta Berto ao término da partida gerou ação imediata do clube, que acionou prontamente o policiamento do estádio. Por meio do sistema interno de segurança e reconhecimento facial do clube, identificamos o suspeito, e prontamente informado às autoridades competentes para a adoção das providências legais. O respectivo Boletim de Ocorrência foi devidamente registrado junto às Polícias Militar e Civil acompanhado pelo representante do clube.

Quanto ao arremesso de objetos, injustificáveis e repudiados por este clube, é importante deixar claro que a conduta inicial partiu do atleta do Operário, que lançou uma garrafa de isotônico parcialmente cheia e atingiu a boca de um torcedor. De imediato, como forma de reação instintiva, esse mesmo torcedor devolveu o lançamento do objeto, que atingiu o Presidente do Operário. O torcedor do Vila Nova teve lesão corporal em sua boca, necessitou de quatro pontos e atendimento médico na ambulância do estádio. Após atendimento médico, foi encaminhado para autoridade policial competente.

O Vila Nova não medirá esforços para a completa apuração dos fatos e reafirma seu compromisso com a integridade do esporte. Ressaltamos que, em sendo comprovada a injúria racial após o trâmite do devido processo legal, é imperativa a aplicação das sanções cabíveis aos responsáveis. Como já demonstrado em outras ocasiões, o clube atua com responsabilidade e transparência, tendo sido protagonista em ações relevantes para o futebol brasileiro, como na denúncia que originou a Operação Penalidade Máxima.

Seguimos firmes na defesa de um futebol mais justo, respeitoso e seguro para todos.

VILA NOVA FUTEBOL CLUBE"

Posicionamento do Operário-PR

Também na manhã deste domingo, o Operário foi às redes sociais e repudiou o ocorrido. O clube paranaense destacou o trabalho de reconhecimento do suspeito por parte do Vila Nova e afirmou que acompanhará o caso "até as últimas instâncias".

"O Operário Ferroviário repudia com absoluta veemência os atos de cunho racista sofridos por seus atletas após a partida deste sábado, em Goiânia, diante do Vila Nova.

As imagens encaminhadas às autoridades evidenciam as manifestações discriminatórias. Um dos envolvidos já foi identificado e autuado em flagrante. O clube prestou imediato apoio aos jogadores e acompanhará o caso até as últimas instâncias, buscando a completa responsabilização dos envolvidos."

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Nikolas Mondadori é formado em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduado em análise do discurso midiático. Trabalha como correspondente do Itatiaia Esporte do Sul do Brasil. Passou por Rádio Gaúcha, jornal Zero Hora e portal GZH.

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