'Jogo do ano': como Inter encara duelo com o Santos após queda na Copa do Brasil
Em situação delicada no Brasileirão, o Colorado precisa virar a chave e dar resposta imediata diante da torcida, no Beira-Rio, neste domingo (6)

O abatimento de jogadores, comissão técnica e diretoria era visível após a eliminação do Inter, diante do Grêmio, na Copa do Brasil. O discurso, contudo, foi de resposta imediata, colocando o duelo com o Santos, no domingo (6) pelo Brasileirão, como "jogo do ano".
Isso porque o Colorado vive situação delicada na Série A. São nove rodadas sem vencer, e o time de Paulo Pezzolano está em 18º lugar, na zona de rebaixamento.
Após a Copa do Mundo, são 11 jogos somando todas competição e apenas uma vitória. A pressão é grande sobre o técnico, que foi sincero após a derrota na Arena.
"O que está acontecendo é que não estamos ganhando. E quando não ganha, tudo (é questionado), taticamente, individualmente, coletivamente, por dinheiro, o que seja. Mas na realidade, não estamos ganhando dentro do campo. Essa é a única realidade, posso falar, de coração, não minto para ninguém. Estamos devendo resultado. Próximo jogo, tem que ganhar. Falo isso há 10 jogos, mas a realidade é que temos que ganhar no domingo", afirmou Paulo Pezzolano.
Eliminado da Copa do Brasil, o Internacional tem como único objetivo escapar do Z4, reforçou o presidente Alessandro Barcellos após o clássico na quinta (3).
O dirigente dividiu a responsabilidade pelo momento com o departamento de futebol e jogadores, mas "bancou" a permanência da comissão técnica.
Para Barcellos, o caminho para reagir no Brasileirão passa, justamente, pelos jogos no Beira-Rio, começando contra o Santos no próximo domingo (6).
"São 13 partidas até o fim do campeonato, precisamos pontuar para sair da onde estamos hoje e, definitivamente, manter o Internacional na Série A. (...) Entendemos que este grupo, com essa comissão, vamos para um jogo extremamente difícil, vale seis pontos, e que precisamos da vitória.", iniciou.
"Vamos remobilizar do grupo, ter foco, ganhar do Santos. São 13 jogos, boa parte em casa, onde temos uma campanha ruim e precisamos reverter isso com esse grupo e essa comissão técnica. É o que tem que acontecer", concluiu Barcellos.
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



