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Coritiba lamenta morte de Oscar Schmidt: 'Um dos maiores de todos os tempos'

Lenda do basquete nacional e mundial faleceu nesta sexta-feira (17)

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Publicação do Coritiba após a morte de Oscar Schmidt
Publicação do Coritiba após a morte de Oscar Schmidt • Divulgação/Coritiba

O Coritiba lamentou a morte de Oscar Schmidt, lenda do basquete nacional e mundial, oficializada na tarde desta sexta-feira (17). O clube paranaense publicou uma nota de pesar nas redes sociais.

"Um dos maiores atletas de todos os tempos do Brasil nos deixou. Oscar Schmidt, segundo maior cestinha da história do basquete mundial, com 49.973 pontos, faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos", escreveu o clube alviverde.

Oscar Schmidt estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, São Paulo, desde que sentiu um mal-estar, também nesta sexta-feira (17). A causa do falecimento não foi divulgada. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento. 

Veja a nota do Coritiba na íntegra

"Um dos maiores atletas de todos os tempos do Brasil nos deixou. Oscar Schmidt, segundo maior cestinha da história do basquete mundial, com 49.973 pontos, faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos.

Com a Seleção Brasileira, Oscar disputou 5 edições de Jogos Olímpicos, sendo o maior cestinha da competição em toda a história, com 1093 pontos. Foi o principal jogador da histórica conquista do Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, uma das maiores exibições da história do basquete brasileiro.

Pelos clubes que defendeu, Oscar teve como maior título o Mundial Interclubes de 1979, com o Sírio.

Oscar Schmidt é um dos 50 maiores jogadores de basquete de todos os tempos, segundo a FIBA (Federação Internacional de Basquete), e o único brasileiro da história a estar presente no Hall da Fama da FIBA, Hall da Fama do Basquete dos Estados Unidos e Hall da Fama do Basquete da Itália, onde passou grande parte de sua carreira.

O Coritiba reconhece os grandes, presta sua singela homenagem e solidariza-se com familiares, amigos e fãs do eterno 'Mão Santa'".

Carreira de Oscar Schmidt

Maior pontuador da história do basquete,  com  49.737 pontos, Oscar Schmidt foi um dos maiores jogadores da modalidade no Brasil.

Ele começou no basquete profissional no Palmeiras, 1975. Contudo, foi no Sírio em que começou a colocar o seu nome na história. Em 1979, sob a liderança do "Mão Santa", a instituição se tornou o primeiro clube brasileiro a ser campeão Mundial de basquete.

Em 1982 o atleta deixou o Brasil e foi para a Itália. No país Europeu, atuou pelo Juvecaserta (até 1990) e pelo Pavia (até 1993). Lá, jogou ao lado do pai de Kobe Bryant, Joe Bryant. Por conta dessa coincidência, o brasileiro foi o primeiro ídolo da vida do lendário campeão da NBA. 

Oscar chegou a ser draftado no draft da NBA, em 1984, pelo  New Jersey Nets. Contudo, nunca atuou pela franquia nova iorquina, nem por qualquer equipe da elite do basquete estadunidense. Ele fez isso para seguir atuando pela Seleção Brasileira. 

A maior conquista de Oscar veio nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Naquela oportunidade, conquistou o título contra os EUA, que eram anfitriões do torneio. 

De volta ao Brasil em 1995,  ele jogou pelo Corinthians, em que foi campeão brasileiro. Entre 1999 e 2003, Oscar atuou no Flamengo, onde conquistou os Campeonatos Cariocas de 1999 e 2002. 

Se aposentou em 2003, após quase 30 anos de carreira.

Ele foi introduzido ao Hall da Fama da FIBA em 2010 e ao Hall da Fama do Basquete (Naismith Memorial) em 2013. Além disso, ele foi eleito para o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.

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Nikolas Mondadori é formado em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduado em análise do discurso midiático. Trabalha como correspondente do Itatiaia Esporte do Sul do Brasil. Passou por Rádio Gaúcha, jornal Zero Hora e portal GZH.