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Técnico do Athletico-PR, Odair quebra o silêncio sobre Léo Derik, condenado por estupro

Lateral esquerdo não foi relacionado para o duelo com o RB Bragantino pelo Brasileirão

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Odair Hellmann abraçado em Léo Derik, jogador do Athletico-PR
Odair Hellmann e Léo Derik em treino do Athletico-PR no primeiro semestre de 2026 • Luis Miguel Ferreira/athletico.com.br

O técnico Odair Hellmann, do Athletico-PR, quebrou o silêncio sobre a condenação de Léo Derik por dois crimes de estupro. O jogador é acusado de violência sexual por sua ex-companheira e, conforme decisão do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, pode ser preso por 13 anos.

"Existe um posicionamento do clube e existe uma decisão técnica. A decisão técnica foi tomada e a gente vai avaliar a cada partida qual decisão técnica a gente vai tomar. Ele treina normalmente e as decisões técnicas cabem ao treinador tomá-la, como eu tomei hoje", afirmou, após o empate em 1 a 1 com o RB Bragantino, pela Série A do Campeonato Brasileiro.

Léo Derik segue treinando com o elenco rubro-negro no CT do Caju, em Curitiba. O lateral-esquerdo não foi relacionado para o último compromisso pela competição nacional.

O atleta nega as acusações, afirma que as relações com a mulher foram consensuais e deve recorrer em liberdade.

O primeiro episódio teria ocorrido em dezembro de 2023, em Curitiba. Posteriormente, um segundo caso teria acontecido em fevereiro de 2024. Nas duas ocasiões, segundo a acusação, Léo Derik teria utilizado de agressividade para forçar a relação.

Embora o Ministério Público tenha pedido a absolvição do jogador nas alegações finais, sob o argumento de que havia divergências entre as versões apresentadas durante o processo, a juíza responsável pelo caso, Paula Scheer, entendeu que o conjunto de provas era suficiente para condená-lo.

A Justiça fixou a pena em 6 anos e 6 meses de reclusão para cada crime. Como os episódios ocorreram em datas e locais diferentes, as penas foram somadas, totalizando 13 anos de prisão, em regime inicial fechado.

Além da pena de reclusão, foi determinado o pagamento de R$ 10 mil por crime, totalizando R$ 20 mil de indenização mínima por danos morais à vítima.

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Nikolas Mondadori é formado em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduado em análise do discurso midiático. Trabalha como correspondente do Itatiaia Esporte do Sul do Brasil. Passou por Rádio Gaúcha, jornal Zero Hora e portal GZH.

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